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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Esportes

Serrinha, o eterno camisa 10 da várzea barretense, deixa legado de genialidade e títulos

A várzea de Barretos se despede de um de seus maiores gênios: Rodolfo Alves Pereira, o inesquecível “Serrinha”, deixa um legado que atravessa gerações e permanece vivo na memória de todos que tiveram o privilégio de vê-lo jogar, ou de ouvir as incontáveis histórias sobre seu talento.

Considerado por muitos o melhor meia-esquerda, e para alguns, simplesmente o maior jogador, do futebol varzeano barretense nas décadas de 70 e 80, Serrinha construiu uma trajetória marcada por títulos, talento refinado e uma habilidade rara com a bola nos pés.

Foi campeão por equipes tradicionais como Portuguesa, São Cristóvão, Os Periquitos e, principalmente, pelo Minerva, onde se eternizou como ídolo absoluto.

Vestindo a camisa 10, desfilava seu futebol elegante ao lado de grandes nomes da época, como Guilherme Bampa (Meleca), Roberval, Dilson, André Vedovatto, Tota, Joel e Zélio, e em meio a tantos craques, Serrinha conseguiu se destacar e cravar seu nome na história como o maior camisa 10 de sua geração e um dos maiores de todos os tempos da várzea de Barretos.

Dono de uma técnica apurada, tinha nas cobranças de falta uma de suas maiores especialidades. Era um exímio batedor, daqueles que transformavam expectativa em certeza de gol, e para quem não o viu jogar, a comparação ajuda a dimensionar: seu estilo lembrava o de Zico, ídolo do Flamengo, tamanha a precisão e a categoria, e não foram poucas as vezes em que, de média distância, balançou as redes com a mesma naturalidade de quem apenas treinava.

Serrinha também se tornou personagem de uma pergunta recorrente entre os amantes do futebol: por que um talento daquele nível não chegou ao futebol profissional? A resposta está no contexto de sua época. Em um período em que o futebol ainda não oferecia as vantagens financeiras de hoje, a estabilidade no frigorífico onde trabalhava, aliada a um salário seguro e algumas regalias, falou mais alto do que a incerteza de uma carreira nos gramados profissionais.

Ainda assim, houve oportunidades, e em uma delas, foi levado ao Santa Helena, de Goiás, onde rapidamente encantou com seu futebol técnico e preciso, mas a saudade de casa, o conforto que tinha em Barretos e, principalmente, a segurança do emprego fizeram com que optasse por retornar, decisão que manteve sua história ligada para sempre à várzea local.

Entre tantas atuações memoráveis, uma permanece viva na lembrança de quem acompanhou sua trajetória, Mazinho Dias recorda um confronto emblemático:

“Foi um jogo duríssimo contra o Esperança, que jogava em casa com campo de terra batida e lotado, com a torcida praticamente dentro do gramado. O jogo estava 0 a 0 até os 35 minutos do segundo tempo, quando saiu uma falta perto da área, e isso era tudo o que o Serrinha precisava. Ele foi para a cobrança e colocou a bola como se fosse com as mãos, no ângulo esquerdo do goleiro. Um golaço que garantiu a vitória do Minerva por 1 a 0”.

Lances como esse ajudaram a construir a trajetória de um dos maiores campeões da várzea barretense, com quase 20 títulos conquistados entre campeonatos varzeanos, octogonais, hexagonais e outras competições que marcaram época na cidade.

Nesta semana, o futebol de Barretos sofre duas perdas imensuráveis. Primeiro, no cenário profissional, com a partida de Adésio de Almeida. Agora, no futebol amador, a despedida de Serrinha deixa um vazio difícil de preencher.

Parte o maior camisa 10 e o melhor batedor de faltas de uma geração que aprendeu a amar o futebol à beira dos campos de terra, onde cada falta próxima da área era motivo de expectativa. Era o momento em que todos paravam, prendiam a respiração e aguardavam a genialidade de um jogador que parecia colocar a bola onde queria.

Um talento assim não se vê mais. E por isso, sua ausência torna o futebol de Barretos, sem dúvida, muito mais pobre.

Corinthians vence em casa pela Libertadores

O Corinthians chegou a sua segunda vitória na Copa Libertadores ao vencer na Neo Química Arena, Independiente Santa Fe, da Colômbia, por 2 a 0, com gols de Raniele e Gustavo Henrique.

O zagueiro, aliás, teve uma grande atuação no setor ofensivo e foi dele a assistência para o primeiro gol, escorando para o volante, além de ter garantido a vitória.

Com o resultado, o Alvinegro vai a seis pontos no Grupo E, seguido por Peñarol e Santa Fe, que somam apenas 1. O Platense é o lanterna, que ainda não pontuou. O próximo adversário do time brasileiro é o Peñarol, em casa, no dia 30 de abril.

Antes disso, o time vai à Bahia para enfrentar o Vitória, pela 12ª rodada do Brasileirão, precisando vencer. No torneio Nacional, o Corinthians é o 16º, e soma apenas um ponto a mais que o Cruzeiro, que tem 10 e é o primeiro na zona de rebaixamento.

 

 

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