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segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Artigos

Votar pensando em Barretos: ainda dá tempo de trabalhar

É importante doravante, o barretense buscar analisar muito bem o processo de campanha eleitoral que se inicia, deixar de lado todas as mazelas prejudiciais e focar no interesse da cidade.
São 80.000 eleitores em que candidato que tiver de 25.000 a 35.000 votos, na cidade terá uma grande chance de se eleger para Assembleia Legislativa e Câmara Federal.
Se apoiar candidatos “paraquedistas” é um desserviço ao interesse da cidade, seria bom buscar definir alguém da “terra”, procurando outra opção doméstica, uma vez que um anteriormente escolhido ficou naturalmente excluído.
O momento é de observar bem o curriculum, as propostas, usar o mínimo de bom senso e inovar com alguém que poderá ser acessado durante os 4 anos de gestão e cobrado em função de ajudar e, efetivamente, alavancar a cidade.
Se a prefeita e seu secretariado aceitar fazer algo por Barretos, é o momento de usar de um pouco de humildade e não se prestar a fazer o jogo de outros rincões nem visar interesses pessoais ou grupais.
Há 2 anos, Barretos foi cotada por estudo publicado na Revista Exame, com a colocação de 40ª. cidade do Brasil, mais atraente e propícia para investidores e investimentos. E isso tem sido observado pelo fluxo de instalação de novas empresas conseguindo serem instaladas e por um manancial de outras desanimadas com a burocracia atrasada da atual gestão.
Muito simples: se não puder ajudar administrativamente, que procure não atrapalhar politicamente. Que se desça da arrogância de pronunciamentos afirmando que entende de política porque em eleições ninguém tem a “bola de cristal”.
Vivemos num País em que foi (e é) possível existirem urnas eletrônicas “domesticadas”, porém, considerar-se adivinhadora do futuro não faz parte da Ciência Política.
Ainda há tempo: recuperar uma imagem mais “simpática” é apoiar alguém da cidade, do contrário, é se prejudicar pessoalmente e, ainda mais, macular a “liturgia” do cargo que ocupa, o qual é meramente transitório.
Chega de migalhas oferecidas por gente de fora.
Se existe uma agenda de pedidos, podem ser citados: duplicações de todas as nossas rodovias, nova ponte do Rio Grande, estadualização da Santa Casa de Barretos (passando a ser um Hospital de Clínicas), estadualização de nosso núcleo universitário (UNIFEB), Aeroporto com amplitude de função economicamente forte, etc..
É como penso e, acredito, que muitos também.

 

Dr. Fauze José Daher
Médico/Cirurgião da
Santa Casa de Barretos
Ex Vereador Constituinte (1992)
Advogado

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