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sábado, 31 de julho de 2021

Artigos

Virou bagunça . . .

Caro leitor, neste ano de 2020 abateu-se sobre a humanidade uma penumbra de medo e incertezas com a propagação do novo Coronavírus, o inimigo invisível, chamado de Covid-19, pela OMS – Organização Mundial de Saúde, ocasionando milhões de infectados e milhares de óbitos.
Um ano difícil e penoso! O mundo de pernas ‘pro ar’!
Vários hábitos do cotidiano foram mudados abruptamente, como dar um abraço; um aperto de mão;o não aglomerar; o distanciamento social, com o jargão ‘FiqueEmCasa’, principalmente as pessoas do grupo de risco;cuidados redobrados com a higiene, como usar máscara, lavar as mãos a toda hora com sabão ou álcool em gel; desinfecção de roupas e sapatos, quando do retorno da rua; mãe se abstendo de abraçar o filho, causando, em certos casos, depressão e esgotamento emocional. Apesar de tantas evidências e recomendações científicas, os negacionistas insistem em fazer tudo ao contrário e espalhar a desinformação.
Enquanto isso, a sociedade está em pandemônio, uma verdadeira bagunça! Neste ano, só o carnaval permaneceu em sua data original, por negligência, mas adiaram as Olimpíadas 2020 para 2021; os campeonatos de futebol, depois de ficarem paralisados por meses, foram reiniciados, mas sem torcida nos estádios; reuniões somente pela internet;os feriados, muitos foram antecipados; os dias santos, sem procissão e andor; as missas e cultos somente pela internet ou com poucos fieis; as novelas estão em reprises, muitos atores e atrizes atuam nos quatro horários, que chegam a confundir a cabeça do telespectador; as tradicionais festas juninas e outras festas típicas espalhadas por todo o País, foram canceladas; as chegadas das Companhias de Reis nas casas, e a Procissão de Santos Reis, que são realizadas em janeiro, em Barretos, não irão acontecer; as eleições municipais marcadas para o primeiro domingo de outubro foi postergada para 15 de novembro; o abre e fecha do comércio, conforme decretos estaduais, por fases: vermelha, laranja, verde, amarela e azul, dividem opiniões; escolas fechadas, aulas só ‘online’, com professores exaustos e sem festas de formatura; Natal, semo ‘bom velhinho’, o papai Noel; o ‘Reveillon’, em Copacabana, RJ., para comemorar a chegada do Novo Ano, foi cancelado, portanto não teremos a tradicional e belíssima ‘queima de fogos’; a nossa Festa do Peão, somente em 2021; na ABC – Academia Barretense de Cultura, também não foi diferente, foram cancelados saraus, palestras, exposições, semana cultural, semana afro, que exigiam a presença de público, não afetando lançamentos de livros e homenagens, transmitidos através de lives; o teatro, a dança e a música serão os últimos segmentos artísticos a voltarem a ter plateia presencial; o carnaval de 2021, segundo algumas projeções, deve mudar de fevereiro para maio ou junho, e como dizem ‘no Brasil o ano só começa depois do carnaval’, portanto o ano que vem, vai começar no meio do ano!
Para driblar toda essa confusão urge termosfé, esperança, otimismo, superação do medo, e manter a alma ávida de novos estímulos e criatividade em meio à crise econômica, que acompanha toda a situação sanitária, e que as cicatrizes mentais e emocionais sejam superadas.
Com certeza a etapa dessa árdua luta pela sobrevivência está ganha, pois tem sido assim desde o homem das cavernas. Em 2021, temos a esperança que as vacinas, que estão sendo testadas, sejam eficazes e possam estancar a proliferação do Coronavirusem todo o mundo, e que possamos retornar à normalidade, nos encontrar sem medo de abraçar, beijar, dar as mãos, e sermos, sem dúvida, mais fraternos e felizes.
Apesar de tantas reviravoltas neste ano que se finda, desejamos a todos um Feliz 2021!

José Antonio Merenda
Professor, historiador e presidente da ABC – Academia Barretense de Cultura

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