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segunda-feira, 04 de março de 2024

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Ver para crer? Ou Crer sem mesmo ver…

É preciso, de nossa parte, tomar consciência de que há alguma fantasia em relação à questão de “ver Jesus”. Tem gente que lamenta o fato de não ter sido contemporâneo de Jesus. Gostaria de tê-lo visto, ouvido, tocado. Como se o encontro com Jesus dependesse da presença física. Quem rejeitou sua pretensão e o condenou à morte, o viu, o ouviu e o tocou, mas, nem por isso, creu. Muito pelo contrário, a fraca e frágil humanidade de Jesus foi para eles uma barreira intransponível para o passo da fé.
Por outro lado, é mais universal a situação daqueles e daquelas que “creem sem ter visto”. O acontecimento passado, único e irrepetível, é tornado presente pela palavra de quem o testemunha.
Um elemento, porém, estabelece uma plataforma comum entre os dois grupos e é realmente decisivo: colher a acolher o significado do fato. Ver um fato é importante, mas pode ser trágico. É a situação dos que viram e não creram. Não ver um fato, mas crer no seu significado, é salvador.
O mais importante no ser humano não é “ver”; o ser humano é alguém capaz de “ler” a realidade. Todo acontecimento é um sinal.; todo sinal contém um significado; o sinal só é significativo para quem o entende. A fé é justamente essa leitura que, vendo e acolhendo o significado, acolhe o fato!

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