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Vaticano analisa processo de canonização de religiosa de Piracicaba (SP)
A análise do processo de beatificação e canonização de Madre Cecília, cujo nome de batismo era Antônia Martins de Macedo, fundadora das Irmãs Franciscanas do Coração de Maria teve início em setembro de 1992, com autorização do então bispo diocesano, dom Eduardo Koiak, está no Vaticano sob a responsabilidade da Congregação para a Causa dos Santos.
A atual fase do processo inclui a elaboração da documentação, com biografia e reconhecimento das virtudes e santidade da religiosa que nasceu em Piracicaba (SP), em 1852.
De acordo com irmã Madalena Calgarôto, responsável pelo acompanhamento do processo, em 1998, o Vaticano já havia autorizado a continuidade do processo. No ano de 1997, encerrou-se a primeira etapa no âmbito diocesano.
“Nestes 23 anos de caminhada, muitas pesquisas foram realizadas, muito material de propagação foi produzido e também muitas graças foram alcançadas”, explica.
Entre as virtudes de Madre Cecília são destacadas a fé e confiança na providência divina. “Creio que a virtude que moveu toda sua vida foi a entrega à vontade de Deus. Outras virtudes se destacam também: a confiança no Coração de Maria, a alegria de viver, desejando que as Irmãs, ao chegarem aos 90 anos, sentissem a alegria de viver que ela sentia”, comenta irmã Madalena.
A agilidade do processo de canonização depende também dos relatos de graças alcançadas por intercessão de Madre Cecília. O Instituto pede às pessoas que alcançaram alguma graça para comunicarem o Instituto, para análise e anexo os documentos existentes.
Desde a juventude, Madre Cecília desejava viver a vida religiosa. No entanto, por determinação do pai, casou-se com Francisco Borges Ferreira e, após cinco anos, ficou viúva com três filhos: Rosa, João e Antônio.
Com a chegada dos Frades Capuchinhos, em Piracicaba, Madre Cecília ingressou, então, na Ordem Franciscana Secular, sendo a primeira ministra. Por iniciativa própria, no dia 2 de fevereiro de 1898, inaugurou o “Asilo Coração de Maria Nossa Mãe”, para acolher meninas órfãs. Em 30 de setembro de 1900, fundou Congregação das Irmãs Franciscanas do Coração de Maria. Faleceu no dia 6 de setembro de 1950, aos 98 anos. Fonte: CNBB