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domingo, 30 de março de 2014

Artigos

VAIDADE, O GRANDE MEDO

Bom Dia Barretos. 
O maior medo que o homem deve ter é o de se perder pelos meandros da vaidade. Todos nós, ao longo da vida, temos fazes de sucesso entremeadas com fases, menos agasalhadas pela fortuna, que  denominamos frequentemente “de falta de sorte”. Quando a fase de bonança nos bafeja no inicio da vida, com muita frequência achamos que ela é duradora e que nós somos os seres mais inteligentes, sábios e competentes entre todos os seres do planeta. 
Daí a preocupação que me assalta, quando vejo uma administração, seja ela privada ou pública, cercada de muitos jovens, sem o freio de alguém mais idoso e consequentemente mais experiente, para funcionar como freio de arrumação, chamando à razão quando os atos praticados pelo vigor da juventude começam a sair dos trilhos. 
A juventude é uma benção de DEUS, mas tal qual uma criança que precisa do zelo da mãe e do exemplo do pai para ir se norteando em sua formação, a juventude também precisa do mestre, do orientador, para conduzi-los até o devido amadurecimento, quando então se tornarão capazes de separar o joio do trigo. As bajulações, os elogios fáceis, as facilidades oferecidas, graciosamente, em verdade escondem perigos que a juventude em sua inocência é incapaz de detectar antes de serem envolvidos em atos menos abonadores. 
Daí as grandes empresas hoje em dia, estruturarem a sucessão administrativa, buscando no mercado administradores experientes, em vez de passar o comando diretamente aos filhos. Claro que os pais confiam nos filhos, a quem ofereceram as melhores escolas e transmitiram com muito carinho, os meandros dos negócios familiares, mas também conhecem as centenas de casos em que a sucessão foi seguida de erros ou vaidades que comprometeram a estrutura empresarial. 
Tal raciocínio vale também para as administrações públicas. Sempre é indispensável que alguém funcione como moderador para evitar os excessos de vaidade ou os desvios de conduta. Na juventude encontramos a energia que nos impulsiona, mas só na maturidade encontramos o equilíbrio de sopesar as ações antes de colocá-las em pratica. 
Só com o amadurecimento que a vida nos propicia é que seremos capazes de agir como o mestre Bahaudin. Conta uma fábula que, em certo ano de muita seca, os habitantes de Qars Al-Arifin foram pedir ao mestre Bahaudin Naqshband, que rezasse pedindo a DEUS para chover. Ele, então os conduziu através das ruas da cidade até um local onde uma mulher estava sentada, embalando um recém-nascido nos braços. – Eu lhe peço que faça o teu bebê mamar – disse o mestre. – Eu sei quando devo dar-lhe leite – respondeu ela – pois sou mãe dele. Por que se intromete em coisas que são reguladas de uma forma que desconhece? Bahaudin pediu que fossem anotadas as palavras dessa mulher e leu-as em voz alta diante da multidão. Meus irmãos, também na vida precisamos saber onde podemos e devemos agir e onde devemos nos comportar apenas como espectadores. Só a experiência, o amadurecimento e os anos de janela nos darão esse feeling. 
Daí a minha preocupação com uma administração onde predomina apenas a juventude. Que DEUS abençoe a todos e um feliz final de semana.  
 
BOM DIA BARRETOS.

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