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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Artigos

Uma reflexão sobre o coronelismo e a democracia

Em 1889 Proclamou a república no Brasil, entretanto, os grupos que estavam no poder antes disso, viram no novo modelo de Estado, uma nova maneira para se manterem no poder; as regras do jogo mudavam, porém os atores e seus papéis na sociedade eram os mesmos, as elites dominantes, pautadas especialmente na concentração de grandes propriedades de terras em detrimento de uma imensa camada de pessoas, pobres, analfabetos, muitos eram escravos ou filhos de ex-escravos, além de profissionais liberais, na maioria filhos das elites e de burocratas e comerciantes.
    Uma forma dos grupos dominantes manterem seus privilégios e poderes no período da política da história do Brasil chamada de República Velha, que findaria em 1930, a Primeira República brasileira, foi o coronelismo. O coronelismo era o sistema eleitoral que vigorava em todos os cantos do Brasil, onde mandava e desmandava os coronéis, onde as pessoas pertenciam não a localidade tal, mas ao coronel tal.
    Do jogo político, poucos participavam; mulheres e analfabetos ficavam de fora. O voto não era secreto, portanto se sabia em quem iria votar; os coronéis formavam assim seus currais eleitorais e neles aplicavam o voto de cabresto, onde se vendia voto a troco de favores, cargos, alimentos, vestuários etc., era o clientelismo, as trocas de favores, para assim o coronel eleger quem ele quisesse, e controlar o povo e as eleições.
    As eleições, nesse período, eram marcadas por fraudes das mais diversas, de alterações de votos, a sumiços, bem como a votos de pessoas que nem vivos eram, os votos fantasmas, onde eram falsificados documentos para que falecidos pudessem se passar por vivos e votantes.
    Com os poderes executivos dos estados e o presidente da República, eram feitas as trocas de favores, a chamada política dos governadores, para assim não sofrerem qualquer oposição.
A república mostrava-se mais como um projeto de manutenção de poder que de democracia de fato. A história política brasileira desde os primórdios da república passou por períodos nada democráticos.

Leonardo Ferrari Silva, graduando no curso em licenciatura em história da Faculdade Barretos

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