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Uma porta sempre aberta
No último domingo, dia 13, em todas as dioceses do mundo, atendendo à determinação do Papa Francisco, deu-se o início do Ano Santo Extraordinário da Misericórdia com a abertura da Porta Santa nas catedrais.
Permitindo que em todas as Igrejas Particulares ocorresse a abertura da Porta Santa, o papa quis reforçar o fato de que “o Jubileu é em todo o mundo, não só em Roma”. Espalhada em todos os continentes e articuladas em tantas Igrejas Particulares, a Igreja “é sempre e somente a única Igreja que Jesus Cristo quis e pela qual ofereceu a Si mesmo”.
Esta Porta “indica o próprio Jesus, que nos convida a entrar e repousar n’Ele, mas também nos impele a sair ao encontro dos outros, levando-lhes o seu abraço de amor e perdão. Por isso, não teria grande eficácia o Jubileu se a porta do nosso coração não se abrisse para deixar Cristo passar para os outros. Assim, como a Porta Santa permanece aberta, porque é o sinal do acolhimento que Deus nos reserva, assim também há de estar sempre aberta de par em par a nossa porta, sem excluir ninguém”.
A fim de favorecer o acesso dos fiéis da Diocese de Barretos às graças do Jubileu da Misericórdia, além da catedral, determinamos que a Igreja Santuário Nossa Senhora do Rosário e a Capela da Casa Madre Paulina, em Barretos, a matriz de Nossa Senhora Aparecida em Olímpia, a matriz de São Sebastião em Guaíra e a matriz de São José em Morro Agudo tornem-se locais de peregrinação para lucrar as graças deste Jubileu, devendo, por isso, neste domingo, dia 20, ser aberta a “Porta Santa” nestas Igrejas, tornando possível que o maior número de fiéis possa experimentar a graça do Jubileu.
Mas não só a Porta Santa dá sentido ao Jubileu! O Papa fala também do perdão e da confissão sacramental: “Amar e perdoar são o sinal concreto de que a fé transformou o nosso coração, manifestando-se em nós a própria vida de Deus: amar e perdoar, como Deus ama e perdoa”.
E, por fim: “Abeirando-nos do sacramento da confissão, que nos reconcilia com Deus: vendo o estado miserável em que nos deixaram os nossos pecados, que reconhecemos e Lhe confessamos, Ele enche-se de compaixão ficando Ele com os nossos pecados e regenerando-nos como seus filhos; acolhe-nos no seu seio e encoraja-nos a seguir pela estrada do bem”.
Abramo-nos à graça do Ano Santo da Misericórdia! Entrando pela porta que é Cristo (cf. Jo 10,9), aprendamos com Ele a perdoar-nos mutuamente e, aproximando-nos do sacramento da Reconciliação, deixemo-nos abraçar pelo Pai das misericórdias, que cura nossas feridas, para que saibamos socorrer e curar as feridas dos que estão caídos pelo caminho.
Dom Milton Kenan Júnior
Bispo de Barretos