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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Artigos

Um Sínodo para quê? – 3/5

Para que um Sínodo envolvendo todos os cristãos católicos? Não parece ser uma proposta ampla demais?
De fato, o processo desencadeado pelo papa Francisco é bastante ambicioso, mas igualmente oportuno e necessário.
Há, em nossa tradição cristã, registros de experiências sinodais muito significativas, desde aquele primeiro concílio realizado pelos apóstolos em Jerusalém (cf. At 15; Gl 2,1-10)
É fato que estamos acostumados a pensar nos sínodos e concílios como eventos específicos para os bispos e autoridades eclesiais, juntamente com o papa. São Paulo VI instituiu, em 1965, o Sínodo dos Bispos como um instrumento de comunhão pastoral. Trata-se de um conselho permanente de bispos com o objetivo de dar “informações e conselhos” ou até mesmo deliberar alguma matéria importante, quando o papa assim o quiser. Seu objetivo é fazer chegar até o povo de Deus os benefícios da comunhão tão desejada pelo Concílio Vaticano II.
Este Sínodo que estamos vivenciando, no entanto, quis o papa Francisco que fosse muito mais do que um evento reservado aos bispos. Quis que fosse um processo eclesial de comunhão de todos os batizados que pudessem contribuir para a caminhada atual da nossa Igreja, rezando, refletindo sobre os temas mais relevantes que nos desafiam, participando ativamente com sugestões e críticas à nossa caminhada evangelizadora, nos níveis local (na paróquia e na diocese), continental e universal.
Na abertura desse processo sinodal, o papa fez questão de frisar: “O Sínodo é um caminho de discernimento espiritual e eclesial, que se faz na adoração, na oração, em contato com a Palavra de Deus” (11/10/2021); É todo o rebanho, sob a liderança de Jesus, o Bom Pastor, caminhando na unidade e no desejo de fortalecer a comunhão e a corresponsabilidade na evangelização e na vivência da fé.

 

(Por: Pe. Vanildo de Paiva, Arq. de Pouso Alegre – MG)

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