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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Artigos

Um pouco de minha vida

Pe. Gabriel Correr, CSS
Nasci aos nove (9) de janeiro de 1924, num bairro rural de Santa Olímpia, em Piracicaba, estado de São Paulo. Sou o oitavo filho de uma família de onze filhos, uma família muito religiosa. Aprendi cedo, dos lábios de minha mãe, a rezar o terço em louvor à Santíssima Virgem e um grande amor para com o Jesus Sacramentado. Desde cedo, aprendi de cor até o segundo catecismo, sendo meu pai catequista. Rezávamos todos os dias o terço em louvor à Santíssima Virgem.   Um fato interessante é o seguinte: rezava um Pai Nosso todos os dias a Nossa Senhora, para que me desse vocação, sem saber que era isso. Um dia, o meu primo José me chamou e disse: “Você quer ir ao seminário?”. Eu perguntei: “Lá é bom?”. Ele respondeu que era bom, porque lá havia campo de esportes, lagoa para nadar e pescar e a gente come bastante pão.
Eu era louco por pão, pois comia só polenta, comida de pobre. Respondi: “Eu vou com alegria”. O chamado vocacional se manifestou dessa maneira e nunca mais duvidei da minha vocação sacerdotal. Foi uma imensa bênção divina. Com amor à Santíssima Eucaristia e a Nossa Senhora, todas as dificuldades foram vencidas. Por exemplo: Antes de entrar no noviciado fui examinado por um cardiologista que afirmou que eu tinha uma lesão cardíaca e não poderia continuar meus estudos. Após muitas lutas, Pe Luís Maria Fernandes, fundador das Servas de Jesus Sacerdote, me defendeu e me aconselhou que vivesse a verdadeira devoção a Nossa Senhora, e tudo daria certo. De fato deu. Desde aquela época sempre rezei o Rosário, até hoje.
Ordenado sacerdote aos 5 de dezembro de 1948, fui enviado a trabalhar em Rio Claro-SP, Seminário Santa Cruz e também trabalhei na Paróquia durante 2 anos. No dia 30 de janeiro de 1951 parti para Barretos-SP, onde permaneci até 30 de janeiro de 1991. Em Barretos, durante 40 anos, lecionava 40  horas semanais nos Estabelecimentos Estaduais, graciosamente, num belíssimo resultado para a juventude e difusão do Reino  de Deus entre eles. Nesse trabalho eu me senti totalmente realizado no meu ideal sacerdotal. Outro trabalho que realizei com muita dedicação e amor foi a construção de casa para os pobres. São chamadas, as cento e duas casas que construímos, “casinhas do Pe. Gabriel”, até hoje.
Quem me ajudava a recolher material para elas eram os jovens, nas terças-feiras,  no dia do meu descanso. No meu apostolado paroquial, dediquei-me incansavelmente,  nas confissões dos fiéis e atendimento aos doentes cancerosos, visitando-os duas vezes por semana, católicos, espíritas, muçulmano e ateus, sempre com bom resultado.  Dia 31 de janeiro de 1991 parti para Marília, para onde fui transferido. Novo campo de apostolado. Encontrei um povo maravilhoso, como em Barretos. Continuei realizado com os irmãos e irmãs que aqui encontrei. Como sempre, vivi o ideal do meu sacerdócio com muito amor e alegria, pois ser sacerdote, para uma pessoa, é o melhor presente que Deus lhe concede. 
Em Marília, desejava ser vigário paroquial, mas aos 22 de setembro de 1992, assumi a paróquia, por ficar doente o meu colega Pe. Hideo. Fiquei bem feliz no meu novo trabalho, passando  novamente a construir uma capela em louvor a Nossa Senhora de Lourdes, já inaugurada, e uma Quadra de Esportes para os membros da comunidade, iniciando a futura Capela Universitária em louvor a São Gaspar Bertoni, já empreitada até o piso da Igreja, com salão subterrâneo. Preparei também para Diocese uma paróquia em louvor a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, entregando o prédio para o novo pároco, construindo-lhe a casa paroquial completa e mais uma capela em louvor a São José, com 3 terrenos já pagos, para eles construírem a futura capela em louvor à Virgem Auxiliadora, e a Nossa Senhora de Lourdes a segunda.
Atualmente estou em Rio Claro, onde vivo feliz e o serei, porque cumpro o voto de Obediência, fazendo assim a vontade de Deus, que me sustenta nesta campo de ação.

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