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sábado, 25 de setembro de 2021

Artigos

Um poema chamado Cora Coralina

Já dizia Cora Coralina, com a sabedoria que lhe foi dada como um dom de Deus:
“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.”
Essa frase é a máxima na educação! Sintetiza tudo e não precisa mais nada.
Minha preferida também.
Não importa se o ensino é híbrido, um misto de online e presencial, o que importa é como a mágica acontece. Porque ensinar é algo mágico e tem que ter vida. Por isso, essa frase é impactante e sua autora fascinante.
E, salve Cora Coralina, que tem em sua história tanto a nos ensinar, mostrando que a sabedoria reside na simplicidade da vida, nos costumes e relacionamentos familiares.
Vejo Cora menina, moça, mulher, e vejo Cora já idosa e senhora publicando seu primeiro livro, sendo audaciosa, corajosa, verdadeira, amada: Cora Coralina, Coração!
Sim, ela, Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, doceira que aos 76 anos, publicou seu primeiro livro “Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais”.
Mas teve muito mais:
Entre doces e poemas, casou-se, criou um jornal de poesias do universo feminino, escreveu contos e crônicas.
Transferiu literalmente o que aprendeu e aprendeu enquanto ensinou tanto que viveu o que escreveu e escreveu o que viveu.
Que não sobrou espaço para diz-que-me-disse, nem lamentos, nem dor.
Só coube “vida” para a vida de Cora Coralina, tão bem vivida que ficou escrita.
E não há como não se admirar

Rita de Cássia Minuncio
Professora e Psicopedagoga

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