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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Artigos

Um governo frágil ou incompetente?

Nó, brasileiros, sabemos muito bem o que é sofrer, pois temos um país continental com riquezas imensas e conhecimentos não explorados. Dá raiva pensar que poderíamos estar em outro patamar de desenvolvimento, onde cada um de nós tivesse confiança no governo, salários compatíveis com nossa capacidade técnica e intelectual, onde nossos filhos pudessem frequentar escolas de qualidade com professores interessados em prepará-los para a vida e construção de mentes abertas ao futuro. Poderíamos ter um sistema de saúde pública que atendesse a todos indiscriminadamente a tempo de prevenir e de curar as doenças. Um Estado onde a violência não nos surpreendesse a todo instante e não fosse incentivada pela mídia, seja ela de qualquer natureza. Enfim, um Estado onde a vida pudesse ser simples e farta de oportunidades para o povo. Estivemos durante dezesseis anos sob o comando de um governo que se dizia para o povo e em nome do povo. Infelizmente, caímos em uma armadilha onde fomos manipulados por um senhor que se dizia um homem de bem e honesto, que, no entanto, hoje está provado, por duas cortes superiores, que se tratava de uma grande fraude. Um homem que se vendeu para as grandes corporações com o único intuito de enriquecer a si e seus parceiros de crime.
Pois bem, toda essa manifestação é para justificar a razão do meu voto no Presidente Bolsonaro. Voto esse, mais por falta de opção, admito. Vocês devem concordar comigo e os que não concordarem darei a razão necessária, desde que não venham justificar com a manutenção daquela “esquerda” que só se preocupava com a desestabilização do país, que hoje está economicamente inviável e com a taxa de desemprego mais alta da história de nossa pátria. O perigo do voto no poste Haddad que era comandado pelo presidiário de Curitiba era iminente, daí, não havia solução diversa que o voto útil, para tentar afastar de vez a quadrilha daquele partido da estrela vermelha. Por essas razões, que o voto no Bolsonaro foi o que melhor à época se apresentava.
Dito isso, passamos a falar do nosso Presidente da República. O Presidente Bolsonaro tem mostrado ser um homem honesto e preocupado com o país. Ser honesto é um fundamento pessoal de qualquer pessoa, uma obrigação, mas na história do Brasil, desde a chegada dos Jesuítas, tem sido encarado como uma virtude. Daí, meus pacientes leitores, pergunto:
Devemos nos contentar apenas com isso? Torço muito pelo governo do Presidente Bolsonaro, mas muitas vezes não sei como defender suas posturas reacionárias e a falta de capacidade técnica para governar. Muitas pessoas vão dizer que capacidade técnica não é necessária para governar, pois o Presidente Lula que, sem grande instrução, governou o país. Sim, governou e fazendo os maiores conchavos com as grandes corporações do país, sejam elas políticas ou econômicas. Pois é, aí que mora o perigo. O Lula nos deixou um legado devastador. Queria instalar aqui uma ditadura onde governaria com o povo humilde pela troca de poucas benesses, com uma educação pífia e manipulada por um bando de “professores” doutrinadores de ideologia marxista. Ser pobre e com pouca instrução dava votos para a estrela vermelha. Essa foi a tônica dos governos do PT. Felizmente nos livramos, em parte.
O Presidente Bolsonaro ao formar seu Ministério, buscou, sim, pessoas qualificadas, mas acabou por colocar para auxiliá-lo, algumas figuras que só criaram assunto para os intelectuais de plantão, de viés esquerdista. Todos são pessoas de bem, no entanto, com opiniões particulares e muitas vezes retrógradas, do ponto de vista de evolução de pensamento crítico. A oposição ao governo e muitos pseudo intelectuais, sempre se aproveitam dos deslizes ou opiniões pessoais de seus ministros, para a crítica desmedida. Claro que muitas vezes as críticas são merecidas, mas daí a desqualificação desses profissionais é sempre exagerada e injusta. Já me senti envergonhado pelas opiniões de certos Ministros, mas respeito a história pessoal. É importante que respeitemos a história pessoal, porque não podemos nos arvorar como donos da verdade. Até porque, também temos nossos deslizes e opiniões não aceitas. O Presidente, no entanto, tem uma exposição exagerada na mídia, sobretudo pelas redes sociais. Seus tuites têm causado muito desconforto para uma grande parte dos seus eleitores. Eu, por exemplo, fico com muita dificuldade de defender certas manifestações. Ele se mira no exemplo do Presidente Trump, mas esquece que estamos passando por uma fase de nova afirmação política e econômica, que é absolutamente diversa dos Estados Unidos da América do Norte. O Brasil caminha, em passos muito pequenos ainda, e temos que crescer para chegar onde é possível. Governar como se o Brasil fosse uma empresa familiar, também, não é o caminho. O Presidente tem ao seu lado uma família que, como grande parte das famílias, tem problemas. O que importa é que no nosso caso, os problemas familiares afetam exclusivamente a nós próprios e amigos próximos. Ter recebido mais de 50 milhões de votos implica em uma responsabilidade que vai muito além do núcleo familiar.
Parece óbvio isso, mas para os “Bolsonaros” não é. Os filhos que devo acreditar possuírem boas intenções, desde a campanha eleitoral causam desconfortos enormes para o pai Presidente. Confundem as figuras e agem como garotos à mesa de refeições depois da volta da escola. Essas confusões passam para a imprensa que trabalha com as informações como bem entendem e visam muitas vezes desestabilizar o governo, pois, grande parte dessa mídia, tem se mostrado contrária a nova ordem presidencial, por motivos, quase sempre egoísticos, perdas de patrocínio e outros.
Daí, como sair disso e fazer o governo caminhar para atender as necessidades do País? Primeiro, os meninos deveriam se colocar como cidadãos comuns e deixar o Presidente governar. O Presidente deveria governar com o Congresso Nacional e parar com os tuites “oficiais” e buscar as soluções possíveis para que nossa economia floresça novamente. A educação deveria ser prioridade da Presidência, sobretudo a de base, com a formação de professores que tivessem interesses em ver jovens capacitados para enfrentar um mercado de trabalho competitivo e não em passar a doutrina da esquerda irresponsável. O Presidente, também, deveria, para a saúde de seu governo, esquecer um pouco o Sr. Olavo de Carvalho, que nesse momento não tem colaborado em nada, criando tão somente situações desconfortáveis para a presidência. O filosofo deve, às vezes, se recolher e fazer palavras cruzadas para exercitar outros lados do cérebro, o da esquerda, por exemplo.
Por fim. Governo frágil ou incompetente? Frágil com certeza, incompetente ainda não podemos afirmar, pois é cedo. A propósito, em artigo posterior, falarei das muitas medidas aprovadas pelo governo que são boas para o Brasil e que parte significativa da imprensa, sobretudo, a “magoada” não divulga.

Jorge Augusto Morais da Silva, Procurador de Justiça aposentado do Ministério Público de São Paulo e advogado em Barretos- SP

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