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sexta-feira, 19 de abril de 2024

Artigos

“Um Barretense Ilustre que fez parte da História de Barretos no setor da Saúde e da Cultura”

De tradicional família ruralista, Sérgio nasceu aos 23 de junho de 1905, sendo o mais velho de 10 irmãos. Nascido e criado na fazenda Quebra Cuia, município de Barretos, estado de São Paulo, fez seus primeiros estudos em sua cidade. Era filho de Olivier Osório Junqueira Franco e de Luiza Fischer Nogueira Franco, sendo ela descendente de Austríacos e natural de Rezende estado do Rio de Janeiro. Sergio quando jovem,  investiu na agricultura plantando arroz, embora seu pai fosse pecuarista. Como toda família tradicional antiga, tinha que ter um doutor, e sendo ele o mais velho, foi para o Rio de Janeiro cursar o que escolheu: ser “Médico”. Talvez essa vocação ele deva ao fato de seu avô materno ser um médico famoso na cidade de Rezende, estado do Rio, onde deixou seu nome em vários estabelecimentos ligados à saúde. Ele era conhecido como Dr. Fischer e dizem que foi um homem muito bom e caridoso. A minha avó paterna Luiza, herdou do seu pai o Dom da Caridade.

Na época só havia duas Faculdades de Medicina no Brasil: na Bahia em Salvador e no Rio de Janeiro capital. Sérgio escolheu o Rio porque lá estavam suas raízes. Ingressou na “Universidade Federal e Faculdade de Medicina da Praia Vermelha” e resolveu investir com empenho nos estudos. Muito inteligente, quando sobrava tempo estudava línguas, inclusive incluiu no seu currículo o estudo da língua grega tornando-se Poliglota. Aprendeu também música e tornou-se um exímio “violinista”. Profundamente ligado aos estudos e às artes, gostava também de pintar e não perdia exposições de artes, adquirindo muitos anos depois quadros valiosíssimos de Kossack, pintor russo e Acosta, pintor espanhol entre muitos outros. Depois de formado foi indicado pelo Governo para trabalhar como Médico Chefe  no Centro de Saúde de Barretos que

antigamente funcionava em um casarão na Av, 23 com a rua 14. Alguns anos depois quando foi construído o atual “Postão” também na Av. 23, ele também vistoriou as Obras, e novamente foi indicado como Médico Chefe, ali ficando servindo a população de Barretos, durante trinta anos, até se aposentar; nesta época, ele construiu ali perto a “Casa do Médico” local pra festas e lazer da sua Classe; lutou contra a vontade de alguns, e conseguiu fazer uma piscina” colocando dinheiro do próprio bolso. Como “Médico Sanitarista, também vistoriava os estabelecimentos que precisavam da sua presença e do seu Aval. A tese defendida por ele foi:-“A Perfuração do Estômago pelo Câncer,” quando essa doença era praticamente desconhecida. Sua Tese foi aprovada com Distinção e Louvor, lhe outorgando o título de Mestrado porque quando precisava, na ausência dos professores, lecionava para os colegas, e  Dr. em Medicina, por defender “Tese”, sendo o primeiro Médico a entrar em sua cidade com esse título. Essa Tese se encontra atualmente no “Hospital de Amor.”

 

Sua filha Maria Aparecida Junqueira Nogueira Franco- PY Junqueira

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