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Um ano sem o Renatinho
Como o tempo passa rápido em nossas vidas. Há exatamente 1 ano atrás, recebi uma ligação na hora do almoço do nosso diretor Abdala Rezek, me dizendo que o companheiro José Renato Alves Pereira, o nosso eterno Renatinho, não havia passado bem e que precisava ir para a redação para fechar a edição que sairia no dia 9 de julho.
Quando me dirijo para a sede do Jornal de Barretos Regional, já em busca de notícias, parei no Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza, quando já me preparava para realizar a entrevista com o presidente Luiz Antônio Miranda, recebo uma ligação me informando que o nosso querido amigo, José Renato Alves Pereira, o Renatinho, havia acabado de falecer. Miranda ficou bastante chateado e como tantas outras pessoas da cidade de Barretos, era mais um admirador do Renato, onde através do seu jeito calado e observador, fazia grandes amizades por onde passava.
Pouco minutos depois, ainda me refazendo do susto, chego na redação, todos chorando, inclusive eu, bastante abalado e meio sem chão, buscando forças para fazer a edição do dia seguinte. Logo chega o companheiro André Teixeira, para me ajudar a fazer a edição, a Luciana Gomes sempre parceira, me falou que se precisar de algo, estará sempre a disposição e tantas outras pessoas ligando e nos dando força.
Em meu interior, pensei, a melhor homenagem para o Renatinho, é fazer essa edição de amanhã, infelizmente noticiando o seu falecimento, deixando a esposa Valéria e os filhos Camila e Renato Filho, uma família linda com uma esposa companheira e dois filhos maravilhosos, que ele amava tanto. O Renato Filho, que vi crescendo nestes anos de convivência, tive a oportunidade de ver o carinho dos dois em várias conversas, algo difícil de se ver hoje em dia. Inclusive, o seu filho, foi justamente a nossa última conversas que tivemos nesse trabalho de fechamento de mais uma edição do JBR.
Realmente, um ano se passou, mês a mês fomos buscando força, eu apaixonado por Rádio e Televisão me adaptando a redação de um jornal diário, ao lado do nosso chefe, Abdala Rezek e dos meus companheiros Maurício Gonçalves, “Pardal”, Mário Sierra Júnior e todos os demais companheiros da Rádio Jornal e Transamérica, que também admiravam o Renatinho, para seguir fazendo o JBR.
Ao longo destes anos de convivência, todos nós da redação aprendemos muito com o Renato, sem a sua presença, até hoje quando estamos em dúvidas, buscamos na lembrança os seus conselhos para seguir fazendo o trabalho em cada uma das novas situações que se apresentam no dia a dia. Sempre muito alegre, sempre tinha uma brincadeira para alegrar o dia, e até hoje fica a lembrança também do nosso último almoço de sábado, onde para adiantar a edição do domingo, almoçávamos conversando e contando piadas, essa infelizmente não dá para contar aqui…. risos…
Em uma época de tantas mortes, de tantas pessoas queridas que se foram, estamos aprendendo e buscando entender o significado da morte, que nos entristece tanto e vem acabando com muitas famílias em Barretos, no Brasil e no mundo.
Hoje, através deste texto, gostaria de prestar uma homenagem ao Renatinho Madrugada, que com certeza está em um bom lugar, ao lado dos saudosos amigos de redação Milton Lopes, José Carlos Domarascki, Jota Júnior, professor Edmar Moraes e tantos outros que nos deixaram após cumprirem a sua missão, conforme os desígnios de Deus. E fica aqui o seu legado, que jamais será igualado, já que cada um tem o seu jeito de ser e agir.
Dos eternos companheiros de redação do JBR, saudades Renatinho.
Roberto José Minuncio
membro da equipe do
Grupo Jornal de Barretos Regional