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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Artigos

Último retorno

Bom dia, Barretos!
Na vida, sempre temos que tomar muito cuidado ao ultrapassarmos uma ponte, em não a dinamitarmos, o que poderá impedir nosso retorno, se for necessário. Numa rodovia nos deparamos frequentemente com placas dizendo ultimo retorno para algum ponto da viagem. Na política devemos ter os mesmos cuidados, que infelizmente não foram tomados. Desde a posse do Presidente Bolsonaro, e em decorrência de suas medidas moralizadoras, acabando com as propinas, os empréstimos do BNDES, que na maioria das vezes não eram saldados, bem como, com as polpudas verbas publicitárias que valiam matérias elogiosas e abafavam criticas, uma massa opositora foi se encorpando. Tentavam assim, de todas as maneiras desmerecerem a atuação do senhor presidente. Os órgãos de imprensa moveram uma campanha difamatória digna dos regimes totalitários mais corruptos, onde só imprensa com tal perfil pode sobreviver. Com o passar do tempo, e vendo que as reformas que o governo propunha não avançavam no legislativo, contra seus princípios, mas pensando no país, tentou uma aproximação com o Congresso. Ledo engano, sem vantagens indevidas nada avançava. Enquanto isso, traições e emboscadas iam se avolumando. Quem tem o poder de continuar ou barrar os processos que os parlamentares respondem na justiça é o STF, e quem tem a prerrogativa de cassar um membro do Supremo, o Senado. Daí surgiu uma simbiose perigosa que veio avolumar as ações contra o presidente. O Supremo sem ser acionado, começou a tomar medidas que inicialmente atrapalhava a governança, para num segundo momento, se associar às forças que querem depor o presidente. Foram esticando a corda e passando todos os pontos de retorno, até que a situação ficou insustentável. Com a convocação das manifestações de sete de setembro, e percebendo a grande disposição das pessoas de bem, delas participarem, vieram com a tentativa de diálogo e de baixar as tensões, mesmo sabendo que não teriam sucesso, uma vez que deixaram o ponto de retorno passar. Quando a corda começa a romper querem se compor, tarde demais. Quando as polícias militares se manifestaram no sentido de lutarem para que as coisas voltem à normalidade, os senhores governadores, propuser a um diálogo com o presidente, claro que era para inglês ver, enquanto o Supremo continuava ativamente fustigando o presidente e trabalhando para depô-lo. Que Deus se apiede de nós, porque ninguém sabe o que ocorrerá no país depois do dia sete de setembro, só sei que nada mais será do mesmo jeito, pois o povo brasileiro acordou e saiu do berço esplendido, vindo para as ruas, levar o seu recado.
Bom dia, Barretos!

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