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segunda-feira, 04 de março de 2024

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Queira ou não queira, toda pessoa terá que prestar contas de sua vida

A vida é um dom de Deus à pessoa humana, mas não lhe pertence. Só Deus é o único Senhor da Vida. Na mensagem de Gênesis, o ser humano até pode comer do fruto da árvore do Bem e do Mal, e se achar deus de si mesmo, estabelecendo suas próprias leis que lhe convenha. Mas do fruto da árvore da vida nunca conseguirá comer (Gn 3,24).
Não conseguindo nem se apropriar da própria vida, chega um momento que o ser humano tem de devolvê-la ao seu legítimo Senhor. “Ninguém se livra de sua morte por dinheiro, nem a Deus pode pagar o seu resgate. A isenção da própria morte não tem preço; não há riqueza que a possa adquirir” (Salmo 48,8-9)
Bilhões de pessoas, ao longo da história, já tentaram tirar a própria vida, na crença de que tudo acaba, pensando assim que terminariam com sua existência. Não conseguiram. E ninguém consegue, porque Deus criou o ser humano para ser eterno. Ninguém consegue se matar, nem matar ninguém, tentando pôr fim à existência de si mesmo ou de outro. A única coisa que consegue é sair da existência terrena, ou dela tirar outra pessoa, mas não da eternidade para a qual foi criado. Quer acredite nisso ou não, é determinação divina: da árvore da vida a ninguém é concedido se apropriar de seu fruto.
Ao Homem e Mulher cabe apenas administrar a própria vida, de acordo com a lei moral com a qual já nasceram: “Faça o Bem, evite o Mal”, usando as duas faculdades que lhes foram dadas: Inteligência para discernir entre o Bem e o Mal, e Liberdade de escolha entre um e outro. E logo depois que devolverem suas próprias vidas ao Senhor da Vida, precisarão prestar contas de sua administração.
Para isso, nestes três últimos domingos de novembro de 2023, a Igreja, Mãe amorosa que luta incansavelmente para seus filhos conseguirem a salvação que Deus oferece, traz o capítulo 25 do evangelho de Mateus, subdividido em três partes: hoje, dia 12, versículos 1 a 13 – sobre Prudência e Imprudência na administração da vida; dia 19, versículos 14 a 30, abordando o que cada um faz com os dons que recebeu para compartilhá-los; e dia 26, os versículos 31 a 46, sobre o próprio Deus Jesus, que se identifica com os pobres e injustiçados.
Quem não deve, não teme essa prestação de contas.

 

Por: Diácono Lombardi

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