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domingo, 10 de maio de 2015

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Tratamento da puberdade precoce apresenta avanço

Predominantemente no sexo feminino, a puberdade precoce já pode ser tratada clinicamente com medicamentos de aplicação trimestral para bloqueio da doença. Disponíveis e aprovadas no Brasil, essas novas drogas representam avanço no tratamento, além de maior comodidade aos pacientes, que até então só podiam recorrer aos remédios de uso mensal.
A puberdade é considerada precoce quando os sintomas se iniciam antes dos 8 anos, nas meninas, com aparecimento do broto mamário (telarca), sinal fácil de visualizar. No caso dos meninos, antes dos 9 anos, com o aumento dos testículos, o que é mais difícil de identificar.
“Não há no Brasil números da incidência e prevalência da puberdade precoce. Na literatura internacional, ocorre em 1:5000 crianças, tendo absoluto predomínio em meninas”, indica o Dr. Vinicius Nahime Brito, que ministrará a palestra “Quando e como intervir na puberdade antecipada”, durante o XI Congresso Paulista de Endocrinologia e Metabologia, entre os dias 14 e 16 de maio, em São Paulo.
Segundo ele, mutações genéticas têm sido identificadas em pacientes com puberdade precoce central familiar (mais de um membro acometido na mesma família). Uma relação direta entre sobrepeso e obesidade e antecipação puberal tem sido evidenciada por estudos epidemiológicos, principalmente no sexo feminino. Os desreguladores endócrinos (substâncias químicas com ação hormonal, presentes em produtos industrializados, no ambiente, entre outros) parecem também ter influência na idade de início da puberdade, tanto adiantando quanto atrasando o processo. 
Sintomas – Em ambos os sexos ocorre aceleração do crescimento. Pelos pubianos, axilares, odor axilar e acne também começam a aparecer. Para Dr. Vinicius, o papel dos pais na detecção da puberdade antecipada é fundamental.
 
Tratamento – Depende diretamente da causa. Há dois tipos de puberdade precoce: a forma central ou periférica. A forma central, de caráter progressivo, deve ser tratada com medicamentos que bloqueiam a ação do fator GnRH (os chamados análogos de GnRH).
 
Mais raramente, pode ser decorrente de tumores ou malformações do sistema nervoso central, exigindo tratamento cirúrgico ou radio/quimioterápico. Nestas situações, sintomas neurológicos como epilepsia, cefaleia ou alterações visuais podem estar presentes.
Já a forma periférica de puberdade precoce decorre de doenças genéticas ou adquiridas dos ovários (em meninas), testículos (em meninos) ou das glândulas suprarrenais (em ambos os sexos). Nesses casos, são feito tratamentos específicos com medicamentos que bloqueiam a ação dos hormônios ou, em alguns casos, tratamento cirúrgico. Outra causa de puberdade precoce periférica é a exposição aos hormônios exógenos (ingestão acidental de medicamentos que contenham hormônios, pomadas e cremes com hormônios, dentre outros).
Nos casos de formas não progressivas de precocidade sexual (telarca ou pubarca isoladas, sem outros sinais de puberdade), recomenda-se avaliação e acompanhamento médico, às vezes sem necessidade de tratamento.

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