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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Artigos

Toxoplasmose

A toxoplasmose é uma das zoonoses (doenças transmitidas por animais) mais comuns do mundo. É uma doença infecciosa causada pelo protozoário chamado Toxoplasma gondii, cujos hospedeiros definitivos são gatos e outros felinos (como onças, jaguatiricas, gatos-do-mato dentre outros). O parasito T. gondii pode ser eliminado pelas fezes desses animais infectados contaminando o meio ambiente. A partir daí, o parasito pode infectar todos os animais de sangue quente, inclusive aves e mamíferos aquáticos. O T. gondii também pode infectar os seres humanos causando a toxoplasmose. Essa doença pode ser adquirida pela ingestão de água, alimentos de origem animal ou vegetal contaminados. A toxoplasmose também pode ser transmitida pela passagem do parasito da mãe para o feto por meio da placenta

A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Quando presentes, na fase inicial da infecção (fase aguda), os sintomas podem ser confundidos com os de viroses ou doenças bacterianas, incluindo dores musculares, fadiga, falta de apetite, febre e alterações nos gânglios linfáticos, especialmente na região cervical. A doença também pode se manifestar com comprometimento ocular, como uveítes, inflamações que afetam o trato uveal e a retina. Por essa razão, é importante estar atento ao risco de prejuízos visuais em indivíduos infectados por T. gondii, que podem ocorrer tanto na fase aguda quanto em estágios mais tardios da infecção.

Em indivíduos com o sistema imunológico comprometido, geralmente, transplantados, pessoas vivendo com HIV ou em tratamento oncológico, a toxoplasmose pode evoluir com maior gravidade, podendo inclusive acometer o cérebro. Já a infecção adquirida durante a gestação pode resultar na transmissão ao bebê, toxoplasmose congênita, uma forma potencialmente grave da doença, capaz de causar sequelas visuais, neurológicas, cognitivas, comportamentais e motoras. Essas manifestações podem surgir ao nascimento ou em diferentes fases do desenvolvimento, como na infância, adolescência ou vida adulta.

Pessoas com baixa imunidade: Pessoas com imunidade comprometida podem apresentar sintomas mais graves, incluindo confusão mental, falta de coordenação e convulsões.

Gestantes: As gestantes com toxoplasmose podem permanecer sem sinais e sintomas, por isso é importante a realização das consultas de pré-natal e ações de prevenção da doença, seu diagnóstico e tratamento.

Recém-nascidos: A maioria dos recém-nascidos com toxoplasmose congênita não apresenta sinais clínicos evidentes ao nascimento. No entanto, ao exame clínico podem apresentar alterações como restrição do crescimento intrauterino, prematuridade, anormalidades visuais e neurológicas. Sequelas tardias são mais frequentes na toxoplasmose congênita não tratada. Há casos relatados de surgimento de sequelas da doença, não diagnosticadas previamente, ocorrendo apenas na adolescência ou na idade adulta.

Os recém-nascidos que apresentam manifestações clínicas podem ter sinais no período neonatal ou nos primeiros meses de vida. Esses casos podem ter, com maior frequência, sequelas graves, como acometimento visual em graus variados, acometimento mental, alterações motoras e perda auditiva.

Ministério da Saúde

 

Hantavirose

A Hantavirose é uma zoonose viral aguda, cuja infecção em humanos, no Brasil, se apresentam na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. Na América do Sul, foi observado importante comprometimento cardíaco, passando a ser denominada de Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH). Os hantavírus possuem como reservatórios naturais alguns roedores silvestres, que podem eliminar o vírus pela urina, saliva e fezes. Os roedores podem carregar o vírus por toda a vida sem adoecer.  A Hantavirose é causada por um vírus RNA, pertencente à família Hantaviridae, gênero Orthohantavirus. Os membros desse gênero e família podem ser chamados de, simplesmente, Hantavirus.

Nas Américas, a hantavirose se manifesta sob diferentes formas, desde doença febril aguda inespecífica, até quadros pulmonares e cardiovasculares mais severos e característicos, podendo evoluir para a síndrome da angústia respiratória (SARA).

A infecção humana por hantavirose ocorre mais frequentemente pela inalação de aerossóis, formados a partir da urina, fezes e saliva de roedores infectados. As outras formas de transmissão, para a espécie humana, são:

Percutânea, caracterizada pela entrada de agentes infecciosos por lesões na pele, como escoriações ou mordeduras de roedores.

Contato do vírus com mucosa (conjuntival, da boca ou do nariz), por meio de mãos contaminadas com excretas (urina, fezes e saliva) de roedores.

Transmissão pessoa a pessoa, relatada, de forma esporádica, na Argentina e Chile, sempre associada ao hantavírus Andes.

O período de transmissibilidade do hantavírus no homem é desconhecido. Estudos sugerem que o período de maior viremia seria alguns dias que antecedem o aparecimento dos sinais/sintomas.

Já o período de incubação do vírus, ou seja, o período que os primeiros sintomas começam a aparecer a partir da infecção, é, em média, de 1 a 5 semanas, com variação de 3 a 60 dias.

Diversos fatores ambientais estão associados com o aumento no registro de casos de hantavirose, e estão ligados ao aumento da população de roedores silvestres como, o desmatamento desordenado, a expansão das cidades para áreas rurais e as áreas de grande plantio, favorecendo a interação entre homens e roedores silvestres.

Ministério da Saúde                                              

 

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