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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Artigos

Todos nós somos deficientes…

“Um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: “Se queres tens o poder de curar-me”. Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero: fica curado!” No mesmo instante a lepra desapareceu e ele ficou curado.” (Mc 1,40-42)

Nesta mudança de época em que fomos todos mergulhados, a estética corporal tomou uma importância sem precedentes. Há milênios também havia uma preocupação com o vigor físico, por exemplo nas olimpíadas gregas, dentre outras formas, como as casas de banhos e massagens. Hoje, provavelmente em escala muito maior, com o surgimento de academias em ruas, avenidas e bairros, e a produção imensurável de produtos cosméticos – cremes, loções, xampus, condicionadores, tintas, perfumes, esmaltes etc etc… – não é mais apenas o público feminino a procurá-los e a usá-los. Não que a aparência física e a saúde devam ser desprezadas, pois, aliás, o que mais se pede e se deseja uns aos outros é “Saúde em primeiro lugar.”

Há poucos séculos atrás, os anciãos eram os transmissores de cultura aos jovens, às novas gerações, e por isso respeitados e cuidados. Atualmente, ser velho é feio. Em muitos lares, os velhos são encostados, e nem sempre são consultados, por estarem “ultrapassados”. Bonito é aparentar juventude.

O que se deve evitar é o chamado “culto ao corpo”, ou “corpolatria” – adoração ao próprio corpo, quando alguém está constantemente se tornando escravo(a) do espelho, com suas medidas, com sua aparência, com seus músculos, abdômen, glúteos…

E às vezes gasta valores expressivos na aquisição destes produtos e busca clínicas, tratamentos e até fórmulas ou medicamentos de eficácia duvidosa ou mesmo prejudicial. Nestes casos, já não é mais o cuidado com a saúde, sempre necessário, mas culto ao corpo.

Diante de Deus somos sempre imperfeitos, deficientes físico-espirituais, pois o pecado sempre foi considerado a lepra da alma. O que adianta um corpo bonito só por fora? – Sempre precisamos da compaixão de Jesus para as nossas lepras; todos somos pecadores.

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