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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

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Todos no mesmo caminho que é Jesus –4/5

Jesus é “o caminho, a verdade e a vida”! (Jo 14,6).
Para nos revelar o rosto amoroso do Pai e reconduzir a humanidade que estava dispersa, reconciliando-a com Deus, ele próprio se fez o caminho. “Ele, que tinha a condição divina, não se apegou à sua igualdade com Deus. Pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo e apresentando-se como simples homem” (Fl 2,6-7).
Sua encarnação rompeu as distâncias entre o céu e a terra, entre Deus e a humanidade. “Ele trabalhou com mãos humanas, pensou com inteligência humana, agiu com vontade humana e amou com coração humano” (GS 22).
O caminho escolhido por Deus para salvar a humanidade passou pela própria experiência humana, pelas suas lutas e sonhos, vitórias e fracassos. E Jesus não ficou a distância, assistindo aos nossos dramas, mas se fez um de nós e viveu em tudo o que vivemos, menos o pecado.
O lugar privilegiado de Jesus foi a estrada. Folheando os Evangelhos, nós o encontramos na condição de pregador ambulante, verdadeiro peregrino do Reino de Deus. Caminhava pelas cidades e estradas, praias e vilarejos, indo até as pessoas mais distantes e excluídas do seu tempo.
Quando se fala hoje de uma “Igreja em saída” ou da necessidade de irmos às “periferias existenciais”, onde estão os irmãos que mais necessitam de nossa presença, imediatamente olhamos para Jesus como referência de alguém que entendeu que o caminho, mais do que o lugar do evangelizador, é sua condição!
Uma Igreja que assume um processo sinodal, como este que estamos experimentando, é aquela que se põe a caminho com Jesus, rompendo as distâncias entre os irmãos, derrubando os limites entre grandes e pequenos, entre chefes e servidores, fazendo-se solidária a tantos que ainda estão às suas margens, integrando-a e cuidando deles.

 

(Por: Pe. Vanildo de Paiva, Arq. de Pouso Alegre – MG)

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