Ir para o conteúdo

quarta-feira, 04 de agosto de 2021

Artigos

Tecnologia e acessibilidade, uma via de mão dupla?

O avanço tecnológico está historicamente ligado às necessidades humanas. O homem aprendeu a dominar o fogo para se proteger do frio e cozinhar seus alimentos. Logo, grandes necessidades humanas contribuíram com o avanço tecnológico. E a pandemia é um grande exemplo disso. Muito diferente da que conhecemos hoje, a internet surgiu em 1969 nos EUA. Conhecida na época por Arpanet, ela tinha como função interligar laboratórios de pesquisa. Hoje, ela é responsável por interligar pessoas do mundo inteiro através de várias ferramentas de entretenimento, educação, saúde e etc.
Quando a pandemia estourou no início de 2020, muitos serviços tiveram que se adaptar de várias formas – serviços bancários, aulas presenciais, reuniões de serviço e tudo o que não era considerado essencial – por conseguinte, muitos leigos tiveram grandes dificuldades de adaptação. Em razão disso, muitas pessoas buscaram ajuda, a fim de se familiarizarem com as mudanças tecnológicas.
Entretanto, essa busca por conhecimento não é uniforme e muito menos acessível para todas as camadas da sociedade. A palavra acessibilidade é representada por uma via de mão dupla, onde todos podem ir e vir, é aceitar que o mundo é igual para todos. Porém, surge o conceito de “utopia”, uma ideia que é inalcançável, e como diria o jornalista Eduardo Galeano, “A utopia está no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos…”.
A acessibilidade serve como um pilar que sustenta o caminhar de um movimento contínuo para o futuro e principalmente onde todas as pessoas leigas possam gozar de todos os benefícios proporcionados pelo mundo da tecnologia e que foram e estão se intensificando ainda mais, dada as condições de vida atualmente.
Pensando na inclusão digital, há algumas diretrizes na construção de sites, aplicativos e tecnologias que sejam adaptadas ao mundo acessível para todos os sujeitos. Logo, são necessários maiores investimentos em âmbito governamental, social e individual. Visto que ao fim da pandemia, todos os serviços afetados não serão mais os mesmos, sendo possível observar grandes benefícios e um grande legado deixado pela inovação tecnológica advindos das necessidades humanas.

Gabriel Antonio Lopes de Souza, graduando em Sistemas de Informação na Unicamp. Analista de TI
em Sercon Barretos.

 

Compartilhe: