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sábado, 13 de abril de 2024

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Também enfiei a lança no Coração de Jesus!

Como foi, na realidade, aquele homem barbaramente torturado até à morte numa cruz? Os crucifixos, em geral, que vemos por todos os cantos, no mundo inteiro, não costumam representar com vivas cores a imagem desse homem todo desfigurado e ensanguentado. São imagens fortes demais, e os artistas e escultores evitam mostrá-las.

Também lamentamos profundamente quando esses crucifixos são transformados em joias caríssimas, para ostentação por pessoas que os penduram em si mesmos e, talvez, sem o mínimo conhecimento da tragédia sofrida por aquele que de fato na cruz passou por essa horrível realidade.

Jesus, que é Deus, traído por um dos seus apóstolos, foi algemado por policiais no Jardim das Oliveiras, e conduzido preso, praticamente às escondidas de modo que seus admiradores e seguidores nem ficassem sabendo. Passou toda a madrugada sob tortura, apanhando e sofrendo inúmeras agressões nas mãos dos policiais romanos e do templo. Debochado, ridicularizado, cuspido, recebeu em sua cabeça uma coroa de espinhos cravada com pauladas. Jesus ficou com inúmeros hematomas, com um rosto inchado e vermelho de sangue a escorrer sem ser estancado.

Ao amanhecer, caluniado com falsas acusações diante de um sinédrio corrupto e, em seguida, sob julgamento de Pilatos, foi condenado a ser flagelado impiedosamente, a ponto de já deixá-lo quase como morto, cheio de chagas. Proferida a pena de morte, teve que caminhar como um malfeitor para o local das execuções, o calvário, e até precisou de ajuda para carregar a cruz, praticamente sem forças, cheio de dores.

Calcula-se que tenha permanecido cravado na cruz por pelo menos umas seis horas. Um sofrimento indescritível, um jeito de matar alguém fazendo a vítima padecer da forma mais cruel possível, até exalar seu último suspiro, por volta das três horas da tarde. Já morto, mas para certificar isso, um soldado ainda lhe perfurou o coração com uma lança.

Pronto! Ali estava ele, o cordeiro de Deus, todo machucado, nu, coberto de feridas e sangrando. Feridas, chagas, sangue derramado causados pelos soldados, que apenas nos representavam. Sim, porque Ele ali assumiu em seu corpo toda a violência dos pecados de toda a humanidade de todos os tempos, inclusive os nossos pecados atuais.

Cada um de nós também enfiou aquela lança naquele Sagrado Coração, com todas as falhas que cometemos por pensamentos, palavras, atos e omissões.

Mesmo assim, o que Jesus faz? Como ele age conosco, diante de nossas ofensas? – Por ser todo Misericórdia, Ele derrama sobre nós, da fonte de seu compassivo Coração, sangue e água… de modo que nos redime e nos livra de nossas imundícies.

Perdoa-nos. Loucura de amor!

 

Por: Diácono Lombardi

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