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domingo, 26 de junho de 2016

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SONHO LINDO

Bom dia Barretos. 
Há muito tempo não sonhava. Não sei se foi pela mudança das condições climáticas, com noites mais frias, ou fruto do aconchego do edredom, que retornou à cama no início deste inverno, deitei e rapidamente adormeci. 
Adormeci e sonhei. Sonhei que, após renhida refrega eleitoral, assumia a prefeitura de uma cidade de médio porte, que não consegui identificar onde de ficava. Lembro-me, porém, de maneira bastante lúcida, que num determinado momento convoquei uma reunião de todo o secretariado em meu gabinete. 
Os secretários foram chegando um a um, preocupados e querendo adivinhar a razão da convocação. Abri a reunião dizendo: como faço periodicamente, dei uma volta pela periferia, entrei na casa de pessoas humildes e me deparei com um quadro aterrador. Muitas famílias não tinham nenhuma porção de arroz, mas m esmo que o tivesse n ao o poderia fazer por não ter gás e muito menos dinheiro para trocar o botijão. 
Famílias relataram-me que estão com água e luz cortados por falta de pagamento. Chefes de famílias desempregados, já usaram o salário desemprego, e agora vivem correndo atrás de bicos para amenizar a fome de seus filhos.
Quero dizer que diante da gravidade da situação, a prioridade da nossa administração agora, será minimizar o sofrimento dessa camada da população. Olhei de maneira especial para o secretário de Finanças e o chefe da Receita e determinei: – Fica terminantemente proibido mandar para execução fiscal qualquer dívida de IPTU ou qualquer outro imposto. O País está atravessando uma grave crise, o trabalhador perdeu o emprego, não tem a mínima condição de pagar os impostos, no momento atual, e nós não temos o direito de agravar o seu sofrimento, aumentando as angústias que se abatem sobre ele e seus familiares. 
Lembro-me de então de, voltando os olhares para o secretário de Obras, determinar: – Tire o pé do acelerador. Agora, no auge da crise, com a arrecadação caindo e o caixa baixo, não é hora de tocarmos as obras. Temos um compromisso maior perante DEUS e nossa população, que é cuidar do ser humano. 
Voltei-me então para a secretária da Promoção Social e disse: – Estou direcionando os parcos recursos que temos para que sua secretaria possa atender com carinho, amor e respeito, às centenas de humildes em estado de necessidade. Após a visita de uma assistente social, e constatada a necessidade daquela família, a senhora está autorizada a atendê-las com um botijão de gás, ou pagando-lhe um aluguel atrasado, uma luz, uma água, ou mesmo com uma cesta básica. 
Junto com o secretário da Saúde providencie que tenham prioridade no atendimento médico e que não lhes falte os medicamentos básicos. A primeira obrigação do poder público é o de socorrer o ser humano, obra prima do Criador, e aí sim, depois voltaremos nossos olhares para a retomada das obras físicas e do embelezamento da cidade. 
Parece que uma luz tomou conta do ambiente enquanto o secretariado ia se retirando para colocar em prática as ordens recebidas. O último a sair, com toda a certeza, por descuido, deixou a porta bater com força, e o barulho do bater da porta, me acordou. 
Acordei, sentei na beirada da cama, e fiquei por alguns momentos a meditar: Se eu fosse prefeito nos dias atuais, essa seria a tônica de minha administração, a tônica desse lindo sonho.
BOM DIA BARRETOS

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