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domingo, 02 de abril de 2017

Artigos

SOMOS TODOS IGUAIS

Bom Dia Barretos.
Que bom seria o mundo, se todos nós nos conscientizássemos que somos todos iguais. Cargos, cor, poder aquisitivo, destaque na sociedade, não nos faz diferente. Uns detêm o poder, enquanto outros obedecem, uns amealham fortunas, enquanto outros amargam a falta de tudo, uns ameaçam, enquanto outros ameaçados se submetem aos caprichos, uns chantageiam, enquanto outros sucumbem às chantagens. 
 
Parece que todos esquecem que, na gangorra da vida, quem manda hoje pode ser o subordinado de amanhã. Que as riquezas vêm e vão ao sabor dos ventos e que o poder muda de mãos quando menos se espera. 
 
Que bom seria que nos conscientizássemos que atrás das aparências de um rico ou de um pobre, de um pedinte, de um deficiente ou um andarilho sempre existe um espírito de luz, cujo brilho poderá ser igual ou até superior ao nosso. Vemos pessoas tremendo de medo, só pelo fato de que alguém possa descobrir que relataram fatos verídicos. Mas, medo do que? De quem? De perseguição? Que pena estarmos vivendo o século do medo e das intrigas, onde alguns se perdem no orgulho, na empáfia, ou na necessidade de ostentar sua condição de mando. 
 
O que os leva a isso? Excesso de segurança ou demonstração de insegurança? Estão aí as grandes fortunas construídas fraudulentamente se desmoronando como castelos de areia, os milhões e bilhões amealhados por propinas sendo recolhidos e seus donatários sendo presos. 
Para que entesourar em vez de servir; será que não percebem que num rápido passar do tempo, o nosso corpo voltará ao pó, enquanto nosso espírito não levará; um vintém sequer do tesouro acumulado. 
 
Lembrei então da fábula onde o menino pergunta ao pai: – As pessoas são mesmo iguais, mesmo que a cor de pele delas seja diferente? O pai pensou por uns segundos e então convidou o filho para acompanhá-lo até um sacolão. Foram à seção de frutas e compraram maçãs, algumas vermelhas, outras verdes e amarelas. Em casa, após colocá-las na fruteira, o pai disse ao filho: agora vou responder à sua pergunta. Colocando sobre a mesa uma maçã vermelha uma verde e uma amarela disse: – As pessoas são como essas maçãs. Todas têm cores, formas e tamanhos diferentes.
 
Enquanto falava, o filho ia examinando cada uma delas. Depois, o pai as descascou, e recolocando-as na mesa, só que agora em pontos diferentes, e perguntou: Qual é a maçã vermelha, a maçã verde e a maçã amarela? Ele disse: Não posso dizer, pois agora elas me parecem todas iguais. – Dê uma mordida em cada uma, veja se isso o ajuda a descobrir qual é qual. O menino deu grandes mordidas e, então, abrindo um sorriso enorme disse: – Entendi pai. As pessoas são como as maçãs! São diferentes por fora, mas por dentro a essência é a mesma. – Certo! Concordou o pai. 
 
Cada pessoa tem sua própria personalidade, mas na essência somos todos iguais. Por que então não podemos conviver como irmãos, e sim como chacais? Por que tanta ambição e ostentação de poder de mando. 
 
Só pode ser falta de DEUS nos corações. A quaresma está chegando ao final. Vamos aproveitar a última semana para repensar as nossas vidas, nossas atitudes e nossa conduta. Vamos questionar se estamos sendo corretos com os irmãos menos favorecidos, e se estamos sendo fraternos. Vamos fazer uma busca e descobrir onde deixamos a humildade para então resgatá-la. Vamos estender as mãos àqueles que precisam de nossa ajuda e chegarmos à Páscoa com a consciência tranquila e nosso espírito muito mais radiante. 
BOM DIA BARRETOS.

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