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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Artigos

Somos paralíticos que precisamos descer de telhados

“Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. E reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar, nem mesmo diante da porta. E Jesus anunciava-lhes a Palavra. Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado. Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: “Filho, os teus pecados estão perdoados” (Mc 2,1-5).

O pecado grave, por afronta e desobediência propositais a Deus, faz com que o pecador fique paralisado no caminho da salvação eterna que lhe é oferecida por graça. Para nós, que cremos, sabemos ser inato à natureza humana o chamado (vocação) de Deus à felicidade numa vida eterna por séculos e séculos sem fim. “Faze o Bem, evite o Mal”, é o princípio da vida moral segundo esta imutável vontade divina.

Temos normas de todos os tipos a obedecer: em casa, na escola, no emprego, no trânsito, na vida social… sejam leis escritas ou não. Sempre há consequências danosas quando são desobedecidas. É lógico então que Deus, como Criador de tudo, pode exigir que só aqueles que obedecerem as suas normas, serão admitidos nos palácios celestiais eternos.

O problema é que os que não creem, no uso legítimo de sua liberdade por Deus concedida, mas mal usada, insistem permanecer nos telhados de seu Orgulho e Soberba, paralisados, como paralíticos espirituais. Precisam de ajuda – oferecida pela Igreja para que desçam humildemente rumo ao encontro daquele que pode curá-los – mas costumam rejeitá-la. E assim permanecem no pecado, mortal, e essa persistência demoníaca no erro, pode levá-los à perdição.

Não é tão difícil descer. Confiando, com a graça divina, e ajudados, certamente conseguem.

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