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domingo, 18 de maio de 2014

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Só reduzir açúcar não adianta no combate à obesidade, alerta nutricionista

Embora a recomendação sobre o consumo de açúcar recentemente liderada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) possa ser importante para conscientizar a população para os riscos dos excessos na alimentação, ela não é suficiente para o combate efetivo à obesidade.
De acordo com a nutricionista Olga Amancio, do Departamento de Nutrição e Metabolismo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a diminuição no consumo de açúcar, gordura e sódio pela população em geral é uma recomendação importante, mas não significa uma solução para o problema.
"As pessoas costumam colocar açúcar no suco de fruta natural, um hábito desnecessário porque a fruta já tem doce. Para reduzir o consumo, as pessoas também podem optar por produtos diet e zero", sugere Amancio ao ressaltar que é possível fazer algumas mudanças para equilibrar o consumo de açúcar.
Para a nutricionista, a melhor atitude para evitar doenças cardiovasculares e diabetes é a mudança de estilo de vida.
"A simples restrição alimentar não resolve. As pessoas precisam entender que o jeito como levam a vida impacta diretamente na saúde e é isso que precisa ser repensado como um todo", analisa.
"É preciso adotar um estilo de vida na qual a alimentação deve ser variada, com consumo de legumes, verduras, frutas e carnes, de forma a evitar os excessos".
Além disso, ela ressalta que ter uma vida sedentária também é muito prejudicial à saúde uma vez que "o sedentarismo é responsável por graves consequências".
"É muito importante praticar exercícios físicos regularmente. Desde criança as atividades físicas devem fazer parte do dia a dia, passando pela fase da adolescência, até a idade adulta e também os idosos", reforça a especialista.
Segundo Amancio, todas as doenças contaram com avanços tecnólogicos nos tratamentos, menos a obesidade. "Apenas com relação à obesidade isso não foi observado. A alta tecnologia provocou mudanças no comportamento das pessoas, que hoje são mais sedentárias e se preocupam menos com a alimentação em razão da rotina corrida", avalia.
No entanto, essa mudança de estilo de vida envolve a decisão de promover transformações diárias que devem ser mantidas a longo prazo.
"Nós, profissionais de saúde, orientamos nossos pacientes, mas eles é que precisam efetivamente realizar essas mudanças – que nem sempre são fáceis, mas na maioria dos casos, possíveis", afirma.

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