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quarta-feira, 04 de agosto de 2021

Artigos

Sinal de alerta

Nossa mente está sendo sabotada por um vírus implacável. Sim, é realmente assim que acontece. Ninguém imagina que um resfriado com alguma desculpa, do tipo “tomei gelado, foi uma alergia as queimadas, ou pisei no chão molhado, etc.” possa ser um alerta de que o vírus já se instalou no seu organismo e já está porta adentro derrubando todas as suas defesas.
Então, um vírus inteligente que te deixa sem consciência do eminente perigo que pode te causar, levando alguns a morte abruptamente inesperada, deixando em alguns sequelas na alma e em outros no próprio organismo. De repente, vai se agravando, uma tosse ininterrupta e seca, aquele alimento que você mais gostava com sabor de nada, tudo com sabor igualmente sem sabor, febre e fadiga, alguns sentem dor outros têm diarreia e vômito.
Nesta altura, em que o vírus já está quase vencendo a batalha contra a sua vida, você percebe que não é normal e então corre para provar para você que não está com Covid 19. Mas, recebe o diagnóstico de que testou positivo para o tal vírus.
O chão some aos seus pés, e se pensa em todos os cuidados que teve e os que não teve, pensa nos familiares, com quem teve contato e chora a alma, chora o corpo…” Sim, testei positivo para Covid.” Espera que irá receber todo o tratamento adequado, para um vírus com potencial destruidor, e o que recebe como recomendação médica é dipirona, loratadina e um xarope.
Volta pra casa já na contagem de sete dias desde os primeiros sintomas, sem apetite, enfraquecida por uma diarreia, triste e sem compreender direito como o vírus te achou.
A partir daí, começa a luta entre a sua vontade de viver e fé, e o vírus que criou trincheiras internas para te vencer.
No meu caso, tive que procurar um médico particular e iniciei um tratamento contra o mal instalado, não propriamente o vírus porque não existe remédio para ele, assim dizem os cientistas. O fato é que se não tivéssemos tido este tratamento tão rápido quanto necessário, talvez as complicações tivessem acontecido.
Como fomos todos contaminados em casa, minha mãe sofrendo com Parkinson e nós acreditando que duas doses da vacina seriam suficientes para protegê-la, não contávamos com sua morte tão rapidamente quanto foi. Há quase um mês de seu falecimento, e ainda me recuperando e tentando entender, consciência recobrada, se há alguma coisa a se justificar: se o não atendimento pelo Iamspe, se o encaminhamento para o “paliativo” da UPA, se a demora ao perceber os primeiros sinais de alerta, se a vontade de Deus, se as últimas conversas dela e ai por diante…
Que seja um alerta, para que não sejam sabotados pelo vírus, porque este é o primeiro sintoma dele, te deixar inconsciente de seu potencial devastador.
Mais do que uma autossabotagem – sua intenção é limitar a vida

Rita de Cássia Minuncio
Professora e
psicopedagoga.

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