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terça-feira, 27 de maio de 2014

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Silêncio

Você se queixa de que se sente sozinho e de que ainda não chegou a descobrir os segredos da solidão. Não é aquela solidão dos picos nevados de nossos Andes; nem dos pampas extensos sem fim; nem a do areal do deserto; nem a das cascatas das águas, que rompem o silêncio com o estrondo sempre tenso do arrebentar de suas águas. Pelo contrário, a solidão é o silêncio pacífico, o entardecer sereno, o retraimento do barulho que nos cerca. E tudo isso pode servir de ocasião para que você aproxime mais de Deus. Porque onde há muito ruído, não é fácil reconhecer a voz de Deus, porquanto a voz de Deus é muito suave. Para poder ouvi-la, é preciso fazer silêncio ao nosso redor. A solidão pode fazer com que você se conheça a si mesmo, a partir do momento em que você entrar em seu eu, em seu interior, em sua própria vida. Solidão não é peso; é alívio. Não é tortura; é paz.
“Uma voz exclama: abrir no deserto um caminho para o Senhor, traçai uma pista reta na estepe, para nosso Deus” (Is 40,3). “Por isso a atrairei, conduzi-la-ei ao deserto e falar-lhe-ei ao coração” (Os 2,16). Muitas vezes só se pode escutar a voz de Deus no silêncio e na oração.
Indecisão…
Surpresa desagradável…
Medo…
Angústia…
Procure no silêncio do seu interior, na sua solidão com Deus a solução para todas as suas necessidades.

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