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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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Se quereis ser irmãos, deixai cair as armas de vossas mãos

“A paz deve guiar o destino dos povos e da humidade toda! Se quereis ser irmãos, deixai cair as armas de vossas mãos. Não se pode amar com armas ofensivas em punho”. Este é um trecho do discurso do Saudoso Papa, hoje Santo, Paulo VI à ONU em 04 de outubro de 1965. Palavras proféticas que soam hoje com a mesma intensidade e atualidade.
Tempos difíceis enfrentamos que requerem de nós serenidade e discernimento no espírito. Quão próximos estamos uns dos outros como nunca antes imaginado, quantos recursos de comunicação existem, no entanto, tem-se verificado um fenômeno inverso de isolamento e solidão levados, em alguns casos, ao extremo do suicídio.
Iniciamos há pouco um novo ano e renova-se em nós os bons propósitos de paz, fraternidade, justiça, amor, entre outros, e é tempo de mudanças. Embora as circunstâncias pareçam contrárias, nunca podemos desanimar do projeto de bem para o mundo que ainda persiste, mesmo em meio a tantos ventos contrários. “A humanidade deve por fim à guerra, ou a guerra porá fim à humanidade”, dizia John Kennedy.
Sabemos que não lidamos com a guerra propriamente dita, com combates e exércitos, no entanto há, todos os dias, pessoas morrendo, senão aqui, mas agora, em razão da progressiva onda de violência que está cada vez mais comum, inclusive nas pequenas cidades, por isso, torna-se ainda mais necessário e atual o apelo à paz.
“Nunca mais uns contra os outros, nunca, nunca mais!” pedia o papa em seu discurso.Quisera hoje ouvir esse grito que não é humano, mas divino; Deus deseja, Deus sonha, Deus semeia a paz entre nós, mas, infelizmente, nossa ganância fala mais alto e o egoísmo ocupa o lugar do altruísmo.
Deixai cair as armas de vossas mãos, armas da ofensa, da discórdia, da divisão, armas do desrespeito, da incompreensão, armas da indiferença e do desamor. Somos todos iguais, filhos de um mesmo Pai, compartilhamos de uma “casa comum” e nos dirigimos para igual fim, embora por caminhos diversos. Olhemos uns para os outros com olhares de fraternidade e amizade, não devemos ser inimigos, no mundo há espaços para todos, basta que descubramos e conquistemos o que para nós está reservado.
Um mundo de paz é possível quando nós, interiormente, decidirmos por ela e fizermos de nossa vida um instrumento dessa paz. Semearmos amor e não ódio, compreensão e não julgamentos, respeito e não discriminação, e uma série de outras virtudes que, quando praticadas, derrubam muros e constroem pontes. Tudo começa com o desejo pessoal de sermos irmãos e não inimigos e para isso devemos abandonar as armas nas suas mais variadas versões. Em outras palavras, abster-se de todo e qualquer instrumento de morte e nos tornarmos promotores da vida e do amor.

Pe. Fernando Felix Rabelo
Administrador da Quase Paróquia Santo Expedito e São Judas Tadeu de Olímpia

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