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segunda-feira, 04 de março de 2024

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“Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14,15)

Não são só 10 Mandamentos da Lei de Deus. Também temos os 5 da Igreja. E Jesus apresentou muitos e muitos outros, às vezes parecendo apenas conselhos evangélicos e missões dadas durante todo o tempo em que esteve com seus discípulos, e os ensinava, e os instruía, seja em público ou em particular. “Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele” (Jo 14,21).
Por fim, resumiu tudo, até as 613 prescrições da Torá judaica, em um só Novo Mandamento: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 13,34).
Tudo em seguida passou a ser propagado pelos Apóstolos e pela Igreja assim constituída: “O critério para saber que o conhecemos é este: se observamos os seus mandamentos. Quem diz: “Eu conheço a Deus”, mas não observa os seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele” (1Jo 2,3-4).
E isso a Igreja vem fazendo até hoje, através dos séculos, e já estamos no terceiro milênio do cristianismo. Milhões de pessoas a ouviram, entenderam a mensagem divina, e já estão nas glórias celestiais. Infelizmente outras bilhões não acreditaram e se perderam para sempre. Porque com Deus é assim: Ele é misericordioso infinitamente, paciente sem limites, e tem pleno direito de estabelecer normas para quem quiser morar eternamente com Ele, depois de passar pela fase terrena. Aqui estão misturados, por enquanto, joio e trigo. Atualmente bilhões de pessoas desobedecem essas normas (mandamentos), e daí tanto mal, tanta destruição, guerras intermináveis e toda sorte de crimes que clamam pela justiça divina.
Deus é bom, mas é justo, e sua Justiça é perfeita. Ao final da fase terrena, o joio é separado, sofre a condenação, e a Igreja só lembra o que o próprio Deus ensina: “Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: colhei primeiro o joio e atai-o em molhos para o queimar; mas o trigo, ajuntai-o no meu celeiro” (Mt 13,30).

 

(Por: Diácono Lombardi)

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