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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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Saúde em Barretos: o ponto a que chegou…

Essa situação tem sido diária, silenciosa, assustadora, tratada de maneira fria e preocupante: um advogado com problema de cirurgia intestinal interposta por determinada deficiência, colostomizado por indicação até adequada, sem atendimento de seguimento por falta de verdadeiros médicos com competência ou de vocação.

Paciente “rolando” de lá para cá, dentro da cidade, sendo enviado para fora e retornando, sem solução, numa situação digna de dó.

Assustam as diversas vezes e a maneira pela qual foi conduzido clinicamente, mesmo sendo portador de um plano de saúde. Não houve quem assumisse o seu tratamento na cidade, mesmo sendo portador, repito, de um plano de saúde.

Fato número 1: prevalece, na medicina atual, total descaso e retardamento de conduta numa verdadeira fuga de assumir os casos mais complexos, como que fugindo de custos de uma medicina cara e mal exercida da atualidade.

Excesso do número de exames complementares caros, muitas vezes desnecessários e fruto da péssima formação médica que atinge 80 por cento das novas “castas” de formados, equiparando deficiência de formação técnica, “amparado” por exames caros sem a devida solução dos casos, chegando a dar pena.

Excesso (e assustador número) de médicos registrados na Delegacia do CREMESP de Barretos, registrando em torno de 800 médicos, somente na cidade sede.

Fato número 2: hospital geral de SUS, que é a Santa Casa, desprovida de especialistas presenciais, em diversas áreas, sem pessoal médico gabaritado para resolver situações complexas, exceto na Ortopedia e na Obstetrícia. Comumente enviados para Bebedouro.

Um hospital degradado no tamanho (número de leitos) e na qualidade de pessoal atuando em áreas médicas e paramédicas.

Transformado em “hospital escola” pela opulência de aprendizes e sem profissionais sequer habilitados a dar resolutividade aos casos mais complexos, quanto mais a ensinar uma medicina regular e qualificada.

Esse caso citado é o que mais existe em nosso meio, ficando profissionais especialistas e competentes impedidos de agir, atuar e socorrer por conta de uma estrutura hospitalar desprovida de profissionais gabaritados para resolver as questões complexas e até as mais simples.

“Transplante de coração” virou, agora, uma verdadeira cortina de fumaça a consumir uma fortuna de dinheiro, tendo um altíssimo índice de mortalidade (no resultado) e retardamento grave de outros procedimentos de alta complexidade de maior interesse social para a grande população.

Ponto crítico: autoridades “satisfeitas”, desde Prefeito, às gestoras diretas indo até aos fiscalizadores do nível da Direção Regional de Saúde, sem comando médico e submissa a um gestor desafeto da categoria de médicos e da enfermagem.

E a população sofrendo desde SUS atingindo, agora, também cidadãos conveniados e mal assistidos.

Algo precisa ser feito no meio desse grave (e duradouro) silêncio.

Dr Fauze José Daher – CREMESP 20.810

Mestre em Ciências pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP)

Gastro Cirurgião e Médico do Trabalho

Advogado – OAB SP 359.410

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