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sábado, 28 de maio de 2022

Artigos

Saudade

Vários poetas já tentaram explicar a saudade, mas saudade não se explica, só se sente…
Tem hora que aperta o peito, tem hora que faz chorar, assim como também tem o poder do riso provocar.
Nem sempre a saudade é de algo que já passou, às vezes sentimos saudade do que nem começou…
Ela fica guardadinha no “saucófago” da alma, e muitas vezes esquecida por anos, até ser despertada inusitadamente por um simples perfume, gesto ou sabor.
Há quem se recuse a sentir saudade, e até consegue por um tempo, mas ela chega sem pedir licença se apodera e reina com esplendor. Na catarse de sentimentos provocada em seu reinado elimina daqueles que a negavam o sentimento de pavor.
Como é gostoso sentir mais uma vez, nem que for por instantes, o abraço de quem já partiu e não vai mais voltar, e dos que votarão, mas demorarão pra chegar. A saudade nesse caso tem o poder de distâncias encurtar.
Não existe limites nem regras para a saudade, cada um é livre para criar seu próprio “saucófago”, e ele não precisa conter só pessoas; pode e deve também ser composto de momentos, de objetos, de lugares, de aromas e de sabores. É capaz de ser acromático, preto e branco ou cheio de cores.
Defina você mesmo esse sentimento, não tenha medo, se apodere do poder curativo que ele tem, e procure propósitos para um dia também ser o motivo da saudade de alguém.

 

Erika Borges, cronista e escritora¬
– autora do livro Crônicas e Reflexões
da Vida Membro do Coletivo RELIARTES
(Rede Literária Independente e Artes)

 

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