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terça-feira, 08 de outubro de 2013

Artigos

Sarcopenia, condição comum na terceira idade que pode ser contornada

Com o avanço da idade boa parte das pessoas percebe que diversas atividades que antes eram feitas normalmente passam a demandar maior esforço com aumento do grau de dificuldade. Uma das causas que minam a realização de tarefas corriqueiras é a sarcopenia, perda de massa muscular com acometimento da capacidade funcional. 
É importante salientar que a perda da massa óssea e muscular é uma situação normal à medida quem envelhecemos (a perda de massa muscular se inicia por volta dos 40 anos de idade). Quando essa perda reflete também na perda de força muscular e comprometimento da capacidade funcional, temos então um provável quadro de sarcopenia. Todavia, é essencial que o paciente procure um especialista para que avaliações sejam feitas com o objetivo de confirmar o quadro. 
Essa situação é uma característica comum nos pacientes idosos, embora a sarcopenia possa surgir também em jovens adultos. Porém para os idosos o quadro pode ser potencializado por doenças e situações próprias da idade, como sedentarismo, obesidade, câncer, doenças crônicas como artrite, reumatismo e lúpus, entre outras. 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que em 2025 teremos 1,2 bilhões de pessoas com mais de 60 anos acometidos pela sarcopenia. Prevenir esse quadro, levando informação para todos os grupos sociais, é uma questão de saúde pública mundial. Quem é acometido por um quadro de sarcopenia tende a estar mais propenso à infecções, dores articulares, fraqueza, redução do equilíbrio, perda de agilidade, quedas e fraturas, principalmente em situações comuns, como o caminhar até mesmo dentro de casa, no quintal ou na porta da rua. A sarcopenia é um importante indicador de fragilidade. 
Para evitar ou melhorar o quadro já acometido, uma avaliação médica e nutricional se faz importante. Através da alimentação podemos prover ao organismo debilitado os nutrientes necessários à recomposição muscular e esquelética, que em associação com exercícios físicos resistidos podemos melhorar a massa muscular e sua qualidade. A questão alimentar com aporte adequado de proteínas associado ao exercício físico resistido, é o foco principal e dá ao paciente mais energia para os afazeres do dia a dia. E com isso ele se torna mais ativo, mais saudável, melhorando significativamente sua qualidade de vida. 
 
Liha Bogaz é especialista em geriatria

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