Ir para o conteúdo

terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Artigos

São Francisco de Sales, patrono dos meios de comunicação social

Nasceu em uma família nobre da Savóia, no castelo de Sales, perto de Annecy , em 1567. Passa seus primeiros seis anos de vida na casa dos pais, no vale de Thorens. Seu pai é católico praticante; sua mãe, terna, piedosa, generosa. “Nunca conheci criança de melhor educação e de melhor natureza”, dirá, mais tarde, no processo de canonização, sua educadora Pétremande Puthod.
Entre 1573 e 1578, fez seus primeiros estudos no colégio de La Roche e, depois, no de Annecy, onde se mostra bom aluno, talentoso, bem-humorado. De 1578 a 1588, estudou em Paris, primeiro no Colégio de Clermont, dos jesuítas; depois, na Sorbonne, onde estuda gramática, humanidades (latim, grego, hebraico etc.), filosofia e um pouco de teologia.
Nos anos 1586-1587 atravessa uma grave crise espiritual, caindo em grandes tentações e extremas agonias espirituais, sentindo-se condenado (cf. Madre Chantal). De Paris dirige-se à Itália, onde estuda, de 1588 a 1591, Direito. Lê muito: os Padres, os Doutores, os autores espirituais.
Voltando à sua terra natal, Francisco anuncia que pretende ordenar-se, o que acontece no dia 18 de dezembro de 1593. Abandonada a carreira de advogado, abraça a difícil missão de pregador católico entre os calvinistas (seguidores do reformador Calvino) de Chabalis, região às margens de Léman, onde a fé católica está quase inteiramente perdida. Pastor zeloso e incansável, somou ao púlpito a disputa nas praças e a distribuição de folhetos nas casas, o que lhe mereceu o título de patrono dos meios de comunicação social.
Em 1598, torna-se sucessor de seu bispo, Dom Granier, e, em 1602, depois de uma permanência de nove meses em Paris, é feito bispo de Genebra. Pregando, em 1604, a Quaresma em Dijon, conheceu a baronesa de Chantal, viúva, que o escolhe para seu diretor espiritual. Este acontecimento foi de capital importância na vida de Francisco, pois é justamente dele que vão brotar, com a direção de almas individuais, como de uma fonte, o surgimento de novas casas de vida religiosa e a elaboração de sua própria visão da vida espiritual.
Em 1609, publicou “Introdução à vida devota” que, anos mais tarde já estava traduzido em dezenas de línguas. Em 1619 veio à lume o “Tratado do amor de Deus”. Exímio escritor, pregador, diretor espiritual, formador do clero, não teve descanso, permanecendo em atividade até o fim de sua vida.
Morreu em Lião, na França, no dia 28 de dezembro de 1622. Beatificado em 1661, foi canonizado em 1665, e declarado Doutor da Igreja em 1677. (Fonte: revista O Pão Nosso de Cada Dia).

Compartilhe: