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segunda-feira, 04 de março de 2024

Artigos

Santa Casa e o rompimento de atendimento do IAMSPE

Os funcionários públicos estaduais, que na ativa ou aposentados, sempre tiveram e têm um atendimento diferenciado e digno quando são encaminhados ao Hospital do Servidor Público Estadual “Francisco Morato de Oliveira” em São Paulo.
Sempre foi mantido pelo Governo Estadual sendo referência de atendimento e de formação de profissionais especialistas de pós-graduação, na área da saúde.
A nível de interior essa respeitável classe que inclui funcionários da educação, da justiça estadual, da Polícia Civil, de postos de saúde estaduais, sempre foram (e são) atendidos nas cidades sedes das regiões, com a devida qualidade e resolutividade na grande maioria dos casos.
A Santa Casa de Barretos, sendo tradicional entidade de apoio ao atendimento dessa fração do povo a serem socorridos e resolvidos, vinha sendo a única alternativa de atendimento de casos de urgência e eletivos que necessitassem serem internados.
Pois bem. O que aconteceu há 15 dias em Barretos, que tem em torno de 14.000 usuários IAMSPE cadastrados?
O gestor Sr. Henrique Prata, que administra a Santa Casa, dentro de um monopólio já sobejamente conhecido, tratou de romper o atendimento dos usuários do IAMSPE, forçando seus segurados a terem que procurar outras cidades para serem atendidos.
Fere, com isso, um direito básico, elementar de se ter o socorro o mais próximo possível, com alegações desconhecidas e, se fossem apresentadas, certamente seriam injustificáveis, tamanha a irresponsabilidade desse tipo de desprovimento.
Recentemente o tal gestor tratou de fechar as portas da Santa Casa ao atendimento UNIMED, que se “socorreu” à opção do Hospital São Jorge, enfim, com qualidade certamente superior ao que experimentava na Santa Casa. ”Meno male”…
Então, em poucos dias, já acumulados: IAMSPE e UNIMED cortados, pacientes SUS eletivos mandados para hospitais da região, além da ameaça de “remanejamento” de paramédicos e de crianças internadas para Bebedouro.
Se a inoperância das autoridades continua, que não seja por falta de notícia pública (denúncia). Enfim, são riscos de vida ocorrendo a cada minuto que passa pela certeza do desqualificado serviço de prestação nas mãos de um monopólio sórdido que não deixa dúvidas.
Para quem prometeu em “palanque” eleitoral declarando, ao lado da Prefeita eleita, fazer da Santa Casa a melhor do Brasil, já a coloca como das piores de uma região, das mais ricas do País, que é o norte do Estado de São Paulo.
A pergunta afunila para a mesma questão: qual será o fim disso?
Sem dúvidas, a retomada da Santa Casa, com o seu repasse para o Governo do Estado é a saída adequada e de merecimento do povo de Barretos.

 

 

 

Dr. Fauze José Daher
Médico Cirurgião/ex-Diretor
Clínico da Santa Casa
Ex-Presidente da Associação
Paulista de Medicina – Regional, Advogado

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