Artigos
“Sal da terra e luz do mundo”
“Assim Jesus definiu seus discípulos e a missão que a eles conferiu. As imagens evangélicas do sal e da luz, embora se refiram indistintamente a todos os discípulos de Jesus, são particularmente significativas se aplicadas aos cristãos leigos e leigas. Expressam sua inserção profunda e participação plena nas atividades e situações da comunidade humana e, sobretudo, falam da novidade e originalidade de uma inserção e de uma participação destinadas à difusão do Evangelho que salva.
Sal e luz, símbolos milenares de conservação e de iluminação do que deve permanecer, continuar e durar, possuem significados densos, precisos e preciosos para a vida, a identidade, a espiritualidade e a missão dos cristãos leigos e leigas. Nem o sal, nem a luz, nem a Igreja e nenhum cristão vive para si mesmo. Sua missão é sair de si, iluminar, se doar, dar sabor e se dissolver. Os cristãos leigos e leigas, na Igreja e na sociedade, devem ter olhares luminosos e corações sábios, para gerar luz, sabedoria e sabor, como Jesus Cristo e seu Evangelho.
É importante lembrar que o mesmo Jesus que diz: “Vós sois o sal da terra… Vós sois a luz do mundo”, também ensina: “Eu sou a videira verdadeira (…) e vós, os ramos” (João 15,1-8). “A vitalidade dos ramos depende de sua ligação à videira, que é Jesus Cristo; ´quem permanece em mim e eu nele, dá muito fruto, porque sem mim não podeis fazer nada´ (João 15,5)”.
Daí a necessidade de pertença a uma comunidade de fé, na qual se alimenta da Palavra de Deus, dos sacramentos e da vida comunitária” (Documento 105 da CNBB, n. 13 e 14).