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quarta-feira, 24 de abril de 2024

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Respeitar é uma coisa, concordar é outra…

Sempre se faz necessário que a Igreja preste esclarecimentos a respeito de sua doutrina fundamental, dogmática, que nunca pode ser mudada. É uma necessidade porque algumas pessoas – ou talvez muitas – praticam o “achismo”, isto é, sem ter qualquer conhecimento sobre determinados assuntos doutrinais católicos, e geralmente devido mais a palpites preconceituosos, acabam querendo polemizar e influenciar outras tantas pessoas, por qualquer meio, sobre o que consideram “verdade”, partindo de falsas premissas.

A Igreja sofre, e isso sempre foi presente em sua milenar história, essas inúmeras e frequentes tribulações, o que se traduz por perseguições. E isso não é novidade, porque seu fundador, Jesus, que é Deus, já tinha prevenido seus seguidores de que isso iria mesmo acontecer.

No entanto, a Igreja é obrigada a respeitar todas as pessoas que pensam diferente e a contradizem em sua doutrina fundamental. Como exemplos, podemos citar os Sete Sacramentos, geralmente com centenas de milhões de pessoas que não os aceitam e, infelizmente, até ridicularizam alguns, quando não todos.

E entrando mais especificamente num dos assuntos mais recentes, contemporâneos, lembramos de muitas críticas ao nosso querido papa Francisco, depois da publicação feita pelo Vaticano denominada Fiducia Supplicans. Nesta, a Igreja se posiciona claramente sobre a imutabilidade do Sacramento do Matrimônio, que tem normas inalteráveis para os que o pedirem, e às quais se adaptem. No entanto, com essa publicação a Igreja também se manifesta misericordiosa para com aquelas pessoas que não estão habilitadas a esse Sacramento, mas podem sim serem abençoadas num gesto de acolhida. O problema é que, sem entender o espírito do documento, muitas cabeças, até de cristãos, ficaram indignadas com o papa, e assim com a Igreja, achando que seriam, essas bênçãos, simulações do Sacramento. Um grande e lamentável equívoco da parte de pessoas que não praticam a misericórdia. E até essas pessoas, assim “palpitando”, merecem respeito por suas posições, mas que não esperem uma “concordância”.

E aqui chegamos a essa conclusão: respeitar sim! Concordar, não. Como se costuma dizer: “não concordo com o que você pensa, mas defendo todo o direito de você pensar assim”. E o fundamento desse jeito de agir se baseia na própria ação divina para conosco. Deus criou o Ser Humano totalmente livre, para fazer o que quiser enquanto estiver aqui na existência terrena, até o seu último momento. Mas lhe deu normas, referendadas pelo seu amado Filho, Jesus, que é Deus, e que veio trazendo o convite para, depois da morte, ir morar nos céus, desde que siga seus ensinamentos.

Por: Diácono Lombardi

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