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segunda-feira, 24 de junho de 2024

Artigos

RES COGITANS, RES EXTENSA E RES DIVINA: Ressonância no Hospital São Jorge

Res cogitans – espírito, a substância pensante; res divina – Deus, e res extensa – matéria. Palavras oriundas do latim citadas e difundidas por Descartes, entre outros filósofos.
Creio que poucas foram as vezes nas quais iniciei qualquer conteúdo, fosse artigo, crônica, capítulo de livro ou conto, com a definição textual do seu título. Acredito ser esta a primeira.
Normalmente, cogito — já usando o termo inserido no título — deixar que o leitor caminhe pelas letras até alcançar, em algum momento, a proposta almejada na tessitura da narrativa. Mas, desta vez, será diferente, pois o objetivo maior é trazer ao conhecimento de todos que por aqui colocarem seus olhos, a prestação de um atendimento de exames ainda mais complexo oferecido pelo Hospital São Jorge.
Inaugurado neste último sábado, dia 22 de outubro, a sala de ressonância magnética está para além de um moderno equipamento de atendimento e de uma equipe capacitada. O local apresenta e guarda em si elementos de uma arquitetura preparada para resgatar a serenidade que, porventura, o paciente possa necessitar ao realizar procedimentos de imagem magnética.
O aparelho recém-adquirido, Ressonância Magnética de 1,5 Tesla, proporciona a redução significativa no tempo de permanência em exame, algo em torno de 50%, diferentemente das máquinas de ressonância mais antigas. Possibilita que, o paciente ouça playlist selecionada, acompanhado por fone de ouvido, numa forma de trazer maior serenidade ao momento que tantos temem: o de passar algum tempo dentro daquela máquina fechada.
Sobre o espaço físico e arquitetura: já na porta, o paciente depara-se num painel colado à janela, com a visão de um jardim de árvores e extenso gramado, céu azul entremeado por nuvens análogas aos flocos de algodão encontrados em todos os recantos do hospital mas, que ali, proporcionam ao paciente a serenidade que a Natureza empresta ao nosso mundo de dentro, no adentro de cada um de nós. É a singeleza do cuidado externo potencializando o acolhimento ao subjetivo dos que por ali passarem.
Nessa curta narrativa, me propus a conferir sobre o res extensa – a matéria, o que existe ao redor de nossa extensão física, e na extensão do espaço que ocupamos. Para além dessa travessia, deflagramo-nos com res cogitan, ou seja, no que pensamos, no que entendemos definir nosso interior: possíveis medos, angústias que se pode conceber ao ser introduzido nessa “máquina de olhar por dentro”, que vai, literalmente, capturar imagens dos nossos órgãos internos.
Para esse interior capturado pela ressonância, conta-se com o res cogitan de uma equipe capacitada na avaliação de laudos comandada pela Dra. Lidiane Ávila Rezeck, responsável e mentora, aquela que tanto sonhou com mais essa oportunidade de prestação de serviços para o renomado hospital. O cogito, o pensar e, neste caso, o laudar, são gerados por ela, frente ao comando dessa equipe multidisciplinar de atendimento.
Por fim, o res divina, o Deus, aquela centelha de fé, harmonia, energia que cada um de nós guarda em si, na sua visão do Criador, tonificada pelo dogma de sua fé, proporcionando ao outro o amor e a caridade, elementos proporcionados por cada membro dessa equipe.
Ao Hospital São Jorge, a toda sua família, ao corpo clínico e demais funcionários encabeçados pelo Dr. Uebe Rezeck, nossos aplausos, desejos de maior progresso, longa vida e saúde na manutenção e atendimento. Nossa cidade agradece!

 

 

Sada Ali
psicóloga e escritora

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