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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Artigos

Relógio: Amigo ou Inimigo

Ser ou não ser escravo do relógio, eis um dilema existencial do homem moderno! 
Somos escravos de tanta coisa, na vida. E como não bastassem outras escravidões, a civilização atual inventou uma nova: a escravidão implacável do relógio.
Há hora marcada para quase tudo. Hora para iniciar e terminar o trabalho, o almoço, o jantar. Hora para a reunião da firma. Hora para um abraço a esposa, para o beijo aos filhos.
Hora para a reunião da firma. Hora para escutar o noticiário da televisão ou do radio. Hora para ir ao futebol ou dar nosso passeio.
Viramos solenes e submissos escravos… do relógio!
Por ser diária e constante, talvez seja essa uma escravidão pior do que a escravidão física. Com todos os seus minutos e segundos cronometrados, com todos os seus programas predeterminados, resta ainda liberdade ao homem moderno.
Logicamente, sem horário nenhum, a sociedade viveria um pandemônio. O progresso social e humano não aconteceria e a confusão seria total.
Mas, há momentos em que o relógio atrapalha e inferniza a vida. E o homem moderno precisa aprender a preciosa arte de esquecer o relógio, sempre que este se torna supérfluo, dispensável. O relógio estraga amizades, e destrói relacionamentos familiares.
Há gente que nunca dialoga, há gente que nunca assiste profundidade a uma Liturgia, a um filme, a um culto religioso, por um único motivo: não tira os olhos do relógio!
O relógio é um amigo, mas pode torna-se um tirano, tirano que nos converte em cronômetros. 
Há pessoas que já não parecem pessoas. Viraram relógios também. Em casa, no seu trabalho, na rua, nas horas de descanso e lazer.
Não somos maquinas. Não temos vocação para isso. Quanto mais conseguimos nos libertar da escravidão da maquina, mais gente seremos.
O homem moderno esta afundando gradativamente neste oceano tecnológico que envolve e tritura. Voltar à tona em meio a esse naufrágio, é uma questão de sobrevivência não apenas nossa, mas da humanidade inteira.
O progresso é benéfico, enquanto não se converter em déspota, em tirano.
O relógio é um amigo, mas pode roubar nossa liberdade e assassinar nossa alegria de viver.
Ser ou não ser escravo do relógio … Eis o dilema!

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