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segunda-feira, 20 de maio de 2024

Artigos

REFLEXÃO

Bom dia, Barretos.
Hoje vamos ter uma crônica diferente, porque proponho fazermos juntos, uma reflexão. Um amigo, que preso muito, me ofereceu para leitura, o “Livro dos Espíritos”. Lentamente o venho lendo, porque sua leitura exige pausas frequentes, para se analisar discordar ou concordar com algumas colocações, não compreender outras e pedir auxílio, ou mesmo discutir algumas passagens. Aproveitei o feriado do dia da pátria para avançar um pouco mais em sua leitura. Deparei com um trecho que me fez refletir e resolvi trazer para discutirmos em grupo. A pergunta era em relação às nossas crianças: A perda da pureza é motivada por influencias externas? Respondem: Não perdemos a pureza pelas influências externas, mas pelas escolhas que fazemos. Não é o meio que transforma o ser, e sim, o ser que transforma o meio completa o livro. Continua, ainda que estejais rodeados de tentações e que sofrais influências más, tendo a resignação necessária para praticar o bem, não sereis atingidos, pois, além de resistir, transformareis o vosso redor.
Confesso que tive dificuldade em conceber tais conceitos. Como pode uma criança, ou um jovem que foi gerado numa favela, que vive entre fogo cruzado de gangues concorrentes, que aliciam nossas crianças para usá-las como escudo do crime organizado e, para transportar drogas, pode transformar o meio em que vive.
Não vamos longe, é só acompanhar o noticiário policial de Barretos e constatar a grande quantidade de menores envolvidos com as drogas. Como pode uma criança que vive numa organização familiar doentia cujo pai chega em casa bêbado, agride a esposa e muitas vezes os filhos, como pode, essa criança, transformar o meio em que vive? Entre o ideal e o possível existe um longo caminho a percorrer. Hoje pais e babas para dar uma mamadeira à criança, colocam-na diante do celular para ver um desenho animado. Aos três anos sabem manipular o celular melhor que os pais, e aos sete anos via internet entram em contato com um mundo adulto ceifando em muito sua infância. Pode essa criança mudar o meio em que vive? Claro que não, por isso e por não ter entendido a colocação é que trago para o debate. Bom final de semana a todos, analise com calma o trecho citado e se puder trazer um pouco mais de luz ao debate bem-vindo.
Bom dia, Barretos.

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