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domingo, 07 de maio de 2017

Artigos

RADICALIZAÇÃO

Bom Dia Barretos. Que pena que a sociedade brasileira caminha para uma radicalização nociva e perigosa. Estamos perdendo a paciência, diante do quadro de assalto aos cofres públicos, praticados pelos nossos governantes. A revolta é compreensível, mas não podemos nem devemos partir para a radicalização. Quando se radicaliza, o sentimento de justiça através dos órgãos competentes é menosprezado, e então se busca fazer justiça, cada um a seu modo levando à anarquia. 
O quadro se agravou na última semana com posições radicais de membros do órgão supremo da Justiça brasileira. Discussões e debates a respeito de pontos de vista conflitantes, ou de interpretação das leis até que são salutares, mas quando quadros da alta corte partem para debates sobre posições pessoais e críticas ácidas contra colegas, esquecendo ou deixando de lado o conceito jurídico, ficamos à mercê de uma grave radicalização nacional. 
Isso está levando radicais a proporem, através da internet, desde abaixo assinados, visando remover pessoas de cargos, até propostas de subversão da ordem. Diante de tal quadro, não se busca mais a severa punição dos culpados, nem a restituição ao erário público do que foi dele desviado, e passamos a exigir que as nossas posições, os nossos pontos de vista e a nossa maneira de agir se sobreponham às leis. 
Diante de tal quadro, até a jovem democracia brasileira fica a perigo com a proliferação dos que pregam a volta do regime militar, desconhecendo a restrição da liberdade e os fatos graves que ocorreram nos anos de chumbo, bem como as severas consequências de um movimento anárquico.  
Ainda, a lei aplicada por magistrados conscientes é a melhor solução, apesar de que até eles, por serem humanos, também erram como a meu ver, estão errando no momento atual, os membros do Supremo. 
Mas, quem somos nós, como pessoas, para julgar o próximo e seus atos. O ser humano sempre passa por dois julgamentos: O da justiça humana, mesmo que esta às vezes falha, e o da justiça divina, que nunca falha. Na radicalização, esquecemos a aplicação de ambas as justiças e passamos a querer resolver tudo a nossa maneira. 
Creio que esse quadro se agrava ainda mais em Barretos, onde além da erva daninha da radicalização, parece que está a vicejar um sentimento menor, o do menosprezo ao próximo, bem como a desvalorização de seu trabalho. 
Para os que pensam assim, importantes são apenas as pessoas do seu círculo de amizades, bem como os compadres dos mal feitos praticados. Creio que é chegada a hora de repensarmos nossas atitudes e não deixarmos que a exigência de severas punições aos culpados enterre o relacionamento fraterno e respeitoso que deva existir entre as pessoas, sejam elas os homens do povo, seus dirigentes ou os aplicadores das leis.
 
BOM DIA BARRETOS.
 

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