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sábado, 28 de maio de 2022

Artigos

Quizás

Bom dia, Barretos!
Mortal como todos, dias mais, dias menos, acabaria por contrair o vírus Covid19. Acabou acontecendo esta semana. Apesar de não estar apresentando qualquer sintoma, tive que recolher-me ao lar para não contaminar ninguém. Passei então a intensificar a leitura de um bom livro, Ramsés e a ouvir música entre clássicas e recordar as dos tempos em que ainda frequentava os bailes. E recordei então que dancei muitas vezes nos bailes da União ao som de Quizás. Um dos trechos ficou a martelar em minha cabeça: “estas perdendo o tempo, pensando, pensando, por mais que eu te queira, até quando, até quando” e então passei a pensar em nossa cidade. Até quando, até quando vamos continuar assistindo ao festival de assaltos e roubos praticados contra pessoas, residências, estabelecimentos comerciais e mesmo em nossas ruas? Assalto com armas de fogo, armas brancas e até mesmo sem armas, como aconteceu com uma moça que estava pedalando quando uma moto parou ao seu lado, um dos ocupantes exigiu que saísse da bicicleta, colocou-a nos ombros sentou na garupa da moto e foram embora. O que aconteceu com a nossa Barretos, cidade pacata onde se podia sentar na calçada, conversar com os vizinhos e amigos, desfrutando do cair da tarde e início da noite? O que aconteceu com Barretos, que vai perdendo a tranquilidade e ver até ondas de crime contra a vida ocorrendo? Até quando, até quando, vamos continuar assistindo passivamente a ocorrência desses crimes sem que uma reação mais violenta comece a piorar a qualidade de vida de nosso povo? Já li pela imprensa apelos ao poder público, ao policiamento, à justiça, e até clamor aos céus para que intervira e nos devolva a tranquilidade. Acho que estamos chegando ao limite de nossa paciência. Quando começam a embaralhar o medo, o terror e o confronto, só Deus pode saber o final de tudo. Quero associar minha voz às dos demais cidadãos para aumentar o nosso clamor por mais segurança para que possamos voltar a viver em paz.
Bom dia, Barretos.

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