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segunda-feira, 04 de março de 2024

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Quem ama, não trai.

Se tem um evangelho que repetidas vezes mostra Jesus afirmando “EU SOU”, é o de João. Desde o livro do Êxodo, no episódio da sarça ardente (Ex 3), a expressão “Eu sou” vem sendo atribuída ao próprio Deus, que é aquele que é. Sem passado, sem futuro, Deus é presente. “Javé” tem esse constante significado de eternidade:
Eu sou quem sou, Eu sou quem era, Eu sou quem fui, Eu sou quem serei.
Eu era quem sou, Eu era quem era, Eu era quem fui, Eu era quem serei.
Eu fui quem sou, Eu fui quem era, Eu fui quem fui, Eu fui quem serei.
Eu serei quem sou, Eu serei quem era, Eu serei quem fui, Eu serei quem serei.
É no evangelho joanino que encontramos inúmeras vezes essa expressão nos lábios de Jesus. Apenas, como exemplos, apontamos 1) EU SOU o Messias (Cap. 4); 2) EU SOU o Pão da Vida (6); 3) EU SOU a Luz do mundo (8); 4) EU SOU lá de cima (8); 5) EU SOU a Porta (10); 6) EU SOU o Bom Pastor (10); 7) EU SOU a Ressurreição e a Vida (11); 8) EU SOU Mestre e Senhor (13); 9) EU SOU o Caminho, a Verdade e a Vida (14); 10) EU SOU a Videira e vós os ramos (15); 11) EU SOU Rei (18).
Portanto, quando Jesus afirma que só Ele é a Porta, não há outra conclusão a não ser crer que é a única, e não tem outra. Não tem como entrar no Reino de Deus (redil) a não ser por Ele, com Ele, e n´Ele. Quando Ele diz – capítulo 14 versículo 6: “Ninguém vem ao Pai senão por mim”, não há mais o que duvidar ou contestar.
O próprio nome “Jesus” – Yeshuá – significa Deus salva. Jesus não é apenas um grande e iluminado profeta, mas o próprio Deus na pessoa do Filho que se fez um de nós para se revelar como o único caminho para o Pai, na glória eterna.
Crer e se tornar seu fiel discípulo, amando-o de verdade, é a única e melhor decisão, que dá sentido à vida. E quem ama, não trai.

 

 

(Por: Diácono Lombardi)

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