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Que Largo do São Francisco é esse? Inércia total diante do esfacelamento do arcabouço jurídico brasileiro, adoção de ideologia retrógrada e “ressurgimento” por Carta subscrita por autores ávidos pelo lucro perdido
Definitivamente o mundo passa por uma carência de revisão de costumes, conceitos adoção de virtudes coletivas deixadas no passado e mudadas para situações difíceis de serem entendidas ou assimiladas.
Vivi tempos de glória da invejada Escola de Direito da USP, no coração da pauliceia, historicamente reconhecida como o berço da boa formação jurídica e de irradiação de posicionamentos do mais alto interesse nacional.
Décadas foram passando, o glamour (não perdido) foi aos poucos se desvanecendo, chamando atenção o silêncio sepulcral das famosas Arcadas, polarizando-se lenta e gradativamente para adoção de uma ideologia que, nunca tendo sido conservadora, não era esperado que fosse se radicalizar na posição esquerdista como é atualmente.
É uma opção aceitável? Se discutível, jamais poderia aceitar a deformação assustadora dos princípios, doutrinas, dogmas, ritos e isenção ideológica na formação do cidadão futuramente será um aplicador do Direito.
Se o teor da Carta atual aos Brasileiros em prol da preservação do Estado Democrático de Direito, muito embora seja uma retórica padrão, do interesse de qualquer das diversas tendências, de extremo a extremo, traz consigo dois aspectos estranhíssimos.
O primeiro é a altura e o momento do “grito”, depois da inércia, imobilismo e apatia nas últimas décadas diante da necessidade do País pelas posições dessa respeitada instituição/berço de grandes causas. Os jovens não podem aquilatar o vácuo gerado por esse silêncio, por não terem assistido fatos e momentos da história do Estado e do Brasil, quando a preservação do arcabouço jurídico precisava ser preservado, além da opinião nas grandes questões nacionais.
O que não se escondeu nesse período, é a clara migração para o polo esquerdista da maioria de seus acadêmicos, Dicente e Docente, aceitável, até, não fosse a radicalização e a irracionalidade que não poderiam ser, jamais, contaminantes da postura de profissionais a zelarem pelo equilíbrio social.
O segundo aspecto é vir assinada (a Carta) por indisfarçados cidadãos que ajudaram a solapar a situação brasileira, mercê de oportunismos e explorações, absolutamente, voltados para uma volúpia arrecadadora. Nesse grupo, banqueiros e políticos ultrapassados e com o jeito da avidez pela recuperação do “leite derramado” no passado.
Não é essa a marca (antiga) da famosa Faculdade das Arcadas de São Francisco. Para quem a viu (e ora a revê), a decepção pelo silêncio estranho estar agora quebrado por uma tímida Carta, com teor que é um desejo/padrão. E o pior: vir endossada e associada claramente a um polo político que o Brasil quer ver banido por conta dos danos, de todo tipo e natureza, que massacraram a nossa história recente.
Se a USP, como um todo, está tomada por uma juventude de péssimos contornos de formação humana e com uma vocação ideológica retrógrada, suplantada e abominada por todos os povos que a experimentaram, uma de suas referências principais, a Faculdade de Direito do Largo São Francisco, merecia manter a tradição/orgulho de todos, paulistas e brasileiros.
Ficou uma coisa esquisita. É uma pena…..
Dr. Fauze José Daher
(CREMESP – 20.810)
Médico/Cirurgião –
Escola Paulista de
Medicina (UNIFESP)
Advogado (OAB SP – 359.410)