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terça-feira, 17 de junho de 2014

Artigos

Que cruz!

“Se queres levar bem o peso da tua cruz, carrega, com amor, a cruz dos outros”, são orientações encontradas no livro Imitações de Cristo.
Às vezes por obrigação, outras vezes por decisão própria, procuramos ajudar pessoas amigas ou parentes, e chegamos à conclusão de que a cruz dos outros é mais pesada que a nossa.
É isso que acontece comumente. Quando temos alguma formação cristã, basta olharmos para o lado ou para traz e veremos quase que uma multidão a espera de alguém que ajude na caminhada, que a ajude a carregar as suas obrigações, problemas, dores, cruzes. É uma mãe solteira, um pai sem trabalho, um parente doente, uma criança com fome, um ricaço sem Deus…
Se, como bons Cirileus, pegamos a cruz dos outros, quase esquecendo a nossa, por certo teremos sobre nós um olhar de ternura de Deus. Se deixamos o nosso egoísmo, e procuramos aliviar a dor dos outros, o Senhor cuidará da nossa própria cruz, inundando o nosso coração com a alegria do servir.
Às vezes a nossa fragilidade humana acha duro, duríssimo, encontrar uma atitude ingrata de alguém a quem auxiliamos, a quem fizemos companhia, a quem demos uma palavra, a quem ajudamos a carregar uma pesada cruz e que desconhecem o favor e pagam o bem com o mal.
Devemos abandonar os que não correspondem ao auxílio que prestamos, ou aos que se revelam para nós, – ou para nossos entes queridos com maldade?
São Gregório Magno tem a reposta: “Se sois bons, enquanto viveis, deveis tolerar pacientemente os maus. Aquele que não tolera o mal, dá a si mesmo a prova de que não é bom…”
Cristo, que morreu por nós, insultado não revidou, sofrendo não ameaçou, amando-nos com amor perfeito, nunca esperou retribuição nenhuma de nossa parte, embora tenha nos feito muitos bens.
Vamos nos esforçar para sermos sempre o conforto de nossos irmãos que possam precisar de nós, e estaremos confortando o próprio Jesus: “Aquilo eu fizestes ao mínimo dentre os meus, – saciando fomes, apagando sedes, consolando aflitos, visitando enfermos e encarcerados, vestindo nus, a – a Mim pessoalmente o fizestes”. (Mat. 25,40)
Sejamos Cirineus da cruz do nosso irmão!
Cirineus da cruz de Cristo.

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