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quarta-feira, 07 de junho de 2017

Artigos

Quanto mais comunicamos o bem, mais abundante ele se torna

Querido leitor, querida, leitora, peço-lhes licença para dirigir-lhes algumas singelas palavras que brotam de um coração simples, porém, sensível às tristezas e angústias, alegrias e esperanças de um povo e de um tempo tão peculiares. 
O sentimento que, por vezes, visita nosso coração é a preocupação com a situação caótica à qual nos encontramos, marcada por epidemias, violências, guerras, corrupção e tantas outras calamidades que nos atemorizam, fazendo com que nos sintamos esvaecidos e sem muito a fazer. No entanto, à medida que nos calamos ou deixamos de oferecer nossa cooperação, a situação se agrava ainda mais e é isso que não podemos permitir. Penso que o segredo não está nas grandes ações que mobilizam uma multidão de pessoas com uma imensidão de recursos, não é isso, mas sim acreditarmos e investirmos no bem como uma força capaz de transformar gradualmente corações e ambientes. 
Fazer o bem, portanto, consiste em adotar gestos e comportamentos simples, mas que fazem toda diferença: acolher, ouvir, abraçar, sorrir, ajudar, ser presença nos momentos difíceis, entre outras que, embora sejam atitudes que deveriam ser constantes e naturais em nós, estão cada vez mais distantes de nossos hábitos, talvez porque a cada dia nossos relacionamentos se tornam mais mecânicos, superficiais e egoístas. 
Esforcemo-nos para que haja uma verdadeira e incombatível epidemia do bem, capaz de se alastrar até mesmo entre os corações mais empedernidos; retribuamos eventuais asperezas e grosserias com sorrisos e delicadezas e, com certeza, grande será nossa contribuição para o tão sonhado mundo melhor. Muitas vezes, não fazer o mal já equivale a um grande bem.
 
Fernando Felix Rabelo
Seminarista

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