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segunda-feira, 04 de março de 2024

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Qual é a verdadeira saúde

Hoje, dia 9, começa o Tempo Comum no atual Ano Litúrgico. Ontem, dia 8, contemplamos a humildade e mansidão de Jesus entrando na fila dos que desejavam o batismo de João nas águas do Jordão, fazendo-se pecador sem sê-lo. Éramos nós que estávamos mortos, afogados nas águas do pecado, e é nelas que Ele vai nos buscar e nos resgatar, pois veio para isso. É assim que vemos esse nosso Deus escandalosamente apaixonado por uma de suas criaturas, o Ser Humano.
Neste projeto de Deus Uno-Trino, a segunda pessoa da Santíssima Trindade abraça a missão de se fazer um verdadeiro homem, nascido de uma mulher, certamente ciente, antes da encarnação, por todos os problemas que iria encontrar ao entrar em nosso convívio.
E foi o que aconteceu, não só em sua época na Palestina e seus territórios vizinhos que frequentou, mas que continua acontecendo até hoje, já neste terceiro milênio. Em seu tempo, Ele foi procurado por milhares de pessoas doentes, sofredoras dos mais diversos males físicos e psíquicos, curando a todos. Mas também encontrou “religiosos” e civis mais deficientes do que aqueles, pois sofriam de uma cegueira incurável, por ausência de Fé, pecadores contra o Espírito Santo, mas, no entanto, se considerando “Justos”.
Esse tipo de gente continua com suas deficiências: cegos mentais, surdos propositais, mudos da Sabedoria que vem de Deus e loquazes no julgar os defeitos dos outros, com mãos secas de solidariedade, portadores da pior das lepras que é o Orgulho, ou a Soberba, paralíticos de ações fraternas e comunitárias porque só agem em proveito próprio, incapazes de analisar e ver claramente o infinito amor de Deus que, mesmo assim, continua os chamando à conversão, para que ninguém se perca e alcance cura e libertação.
Jesus passou por tudo isso, presencialmente, ao conviver com as pessoas de seu tempo que lhe eram adversárias. Discutiam com Ele, tramavam um jeito de matá-lo, certa vez quiseram jogá-lo em um precipício para que se despedaçasse – mas não o conseguiram, porque não era chegada a sua hora. Ao contrário de criminosos que não se dirigem para locais onde sabem que serão presos, Jesus caminhou decidido, determinado, para Jerusalém, quando quis, para que tudo se consumasse, conforme a missão que recebera do Pai. Missão esta que se resume em “salvar-nos”.
Ainda hoje, sim, há todos esses tipos de pessoas deficientes espirituais, mesmo que tenham corpos esculturais e cheios de saúde apenas física. E o que Jesus faz? – Continua a se oferecer no altar, como manso e humilde Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Feliz de quem nele crê e dele se alimenta! Consegue a salvação, obtém a mais perfeita das curas, completamente superior a qualquer cura de doenças físicas.

 

Por: Diácono Lombardi

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