Ir para o conteúdo

quinta-feira, 05 de março de 2015

Artigos

PROMOVER A MULHER EM HARMONIA COM O HOMEM

No próximo domingo, 8 de março, comemoramos o Dia Internacional da Mulher, data esta propícia à reflexão sobre o papel da mulher na sociedade de hoje. Há inclusive um projeto de reforma política em tramitação no Congresso Nacional, que visa a paridade de gênero, com cotas iguais (50%) para cargos femininos, dando igualdade assim à oportunidade das mulheres participaremde cargos públicos eletivos. Não sei se essa seria a melhor forma de garantir mais espaço à mulher, com essa equiparação, mas de qualquer forma, o que devemos é sempre valorizar a mulher como pessoa, suas qualidades, para que ela possa vencer pelo mérito e não apenas só porque é mulher. Cotas de gênero e raciais são sempre discutíveis. O que vale mesmo é a meritocracia, em qualquer situação, a pessoa vale pelo que épelo que faz, pela dedicação, etc. Mesmo assim, há muito o que aprimorar nas iniciativas mais adequadas de verdadeira promoção da mulher na sociedade atual. 
Há um grande desafio da mulher numa cultura ainda fortemente marcada por preconceitos, lógicas de poder e mandonismos, mas a mulher conseguiu avanços nas últimas décadas, conquistas essas que também trouxeram alguns excessos, e até alguns desvios, pois uma coisa é o feminino, e outra é o feminismo. Muitas vezes o feminismo se volta contra a feminilidade da mulher, quando estabelece uma condição de competição dela com o homem, não apenas no mercado de trabalho, mas também na vida pessoal. A tendência então é, às vezes, a mulher acabar reproduzindo o modelo masculino, ou mesmo machista, perdendo a graça e a força da sua feminilidade. Por isso, é preciso haver um equilíbrio nesse contexto. A mulher pode e deve ser valorizada e promovida, mas sem que precise deixar a sua feminilidade. Por mais justas que sejam as demandas do feminismo, muitas mulheres perdem de vista o essencial, e se deixam levar por apelos ideológicos que prometem mais liberdade, mas, na prática, acarretam, muitas vezes, em angústias e estresses. Por isso, o maior desafio será justamente que homem e mulher se harmonizem mais em suas relações, cada um respeitando seu papel na sociedade, suas oportunidades,para que haja mais complemento do que competição, um para com o outro. A mulher em família, como esposa e mãe, e na vida profissional, cultural e social, como prestadora de serviços ou empresária, etc., ajudando o homem, e vice-versa, a serem ambos felizes.
Comemorar o Dia Internacional da Mulher é ter em vista certamente todas as conquistas das últimas décadas, mas também os desarranjos e tudo aquilo que precisa ser ajustado nesse processo, os abusos de uma liberdade que pode desviar-se em permissivíssimo a comprometer justamente tais ganhos. Na verdade, tanto o homem como a mulher, devem ser valorizados e promovidos como pessoa, pois é a pessoa que deve ser respeitada sempre em sua dignidade como ser humano. 
 
 
Valmor Bolan é Doutor em Sociologia e Especialista em Gestão Universitária pelo IGLU (Instituto de Gestão e Liderança Interamericano) da OUI (Organização Universitária Interamericana) com sede em Montreal, Canadá e Representa o Ensino Superior Particular na Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do Programa Universidade para Todos do MEC.”.

Compartilhe: