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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Artigos

PROFESSOR DA EDUCAÇÃO BÁSICA, SER OU NÃO SER? EIS A QUESTÃO

Conforme os pré – conceitos disseminados acerca da educação básica em nossa cidade, ressaltam-se as vertentes entre professor da educação básica e professor da educação infantil, sem entrar no mérito do julgamento das suas respectivas competências.
Considerando artigo 29 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/1996 alterada pela Lei 12.796/ 2013 onde define a educação infantil, como primeira etapa da educação básica, é fato que todos os formandos advindos do “magistério e/ou da pedagogia”, não importando a área em que atuam, são “professores”. Independentemente do cargo que optou para se dedicar, como professor do ensino fundamental, bem como professor da educação infantil – para o qual são especificamente habilitados, suas competências são as mesmas, não menos importantes ou distintas entre si, justificativa redundante. O que se procede nestas condições, onde impera o preconceito, refere-se exclusivamente a uma questão de “ego”, claramente obstante à sua verdadeira identidade: formador de conceitos e valores há muito esquecidos por questões inerentes aos caprichos individuais e concomitantes ao ‘status’ de ser chamado de “professor”. Esquecendo-se que em ambas as formações, o ato mais importante é realizado durante a colação de grau, o juramento!  Este sim, nos remete ao que devemos ser, quando nos comprometemos a nos preocupar, preparar e realizar tudo o que for necessário em busca da aprendizagem, transpondo barreiras e obstáculos enquanto estivermos focados, porém, cada um na sua área, definida através das suas próprias escolhas, afinidades, motivações e realizações, sem distinção entre este ou aquele por sua determinação. Afinal, somos todos professores, e como profissionais, não escolhemos cargos por questões salariais, por mera hipocrisia, mas, por amor incondicional ao ato de educar. Nós professores não nos preocupamos apenas com o que ganhamos no final do mês, ou, com certeza, estaríamos na profissão errada. Nós professores, valorizamos o conhecimento e toda forma existente de se aprender, seja ela brincando – no caso da educação infantil, ou através dos livros apresentados no ensino fundamental. Pois, para nós “professores”, o que realmente importa é a qualidade do nosso trabalho e os resultados obtidos para com a aprendizagem da criança em todas as etapas, a cada desenvolvimento, em suas potencialidades estimuladas na educação infantil para que consigam posteriormente descobrir suas habilidades e desenvolver suas competências no ensino fundamental. O que nos transcende ao contexto exposto por Paulo Freire sobre o verdadeiro caráter do professor – “eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade.”
 
Paula Mara Penha de Lacerda – professora, pedagoga, educadora da educação infantil.

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