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sábado, 03 de setembro de 2016

Artigos

PROCESSAMENTO DE IMAGENS PARA AUXÍLIO NO RECONHECIMENTO DE MELANOMA CUTÂNEO

O aumento progressivo no número de casos de tumores cutâneo do tipo melanoma ocorrido nos últimos anos incita a importância do acompanhamento clínico e tratamento precoce.No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (2016), a estimativa de novos casos é cerca de 5.670, sendo 3.000 homens e 2.670 mulheres.
Atualmente a identificação de lesões de pele é realizada baseada em uma regra semi-quantitativa denominada ABCD, na qual sua aplicação clínica pode melhorar o processo de detecção de lesões suspeitas. Entretanto, a avaliação pode ser complexa e sujeita a erros. 
Uma das áreas médicas onde a aplicação de reconhecimento de imagem destaca-se é na dermatologia, na qual está caracterizado o propósito deste projeto, que visa discernir imagens que contenham câncer de pele do tipo melanoma de outras que apresentem manchas de pele comuns. Esse estudo alia os conceitos de computação, com a dermatologia e oncologia.
Baseada na inspeção visual, a identificação de melanomas utiliza uma regra simplificada e efetiva na maioria dos casos, conhecida como ABCDE, na qual consiste em analisar algumas características da mancha na pele: a assimetria, as bordas, a coloração, diâmetro e evolução.Como a abordagem definida neste projeto não tem como meta realizar o acompanhamento da evolução do câncer, a regra E do processo ABCDE foi eliminada.
O projeto utiliza uma base de dados contendo imagens de câncer de pele, especificamente do tipo melanoma, sendo lesões de tumores benignos e malignos, disponibilizada pelo ISIC Archive (2016), grande repositório público open-source de imagens de pele de alta qualidade com anotações especialistas.
A metodologia do trabalho é dividida em três etapas sucessivas: pré-processamento, que tem por finalidade a extração da região de interesse da imagem; análise, afim de extrair as características da imagem, com base na regra ABCD; classificação, determinando se a lesão é um melanoma ou não através do reconhecimento de padrões. 
A partir do desenvolvimento e aplicação de algoritmos de processamento de imagens conforme as etapas sequenciadas acima, espera-se que as lesões sejam classificadas com boa taxa de acerto no processo de reconhecimento, e principalmente, colabore na fase de detecção do câncer de pele do tipo melanoma, tornando-se assim, um conjunto de operações de apoio à decisão automatizadas que auxiliam o diagnóstico do médico especialista.
 
LUCAS EXPOSTO SOARES, discente do 8º. semestre de Sistemas de Informação da Faculdade Barretos, orientado por Esp. Leandro Rondado e coordenação Me. Maria Ludovina A. Quintans.

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